MPT-PR quer indenização maior em ação contra órgão gestor

3.1-RochaO Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) recorreu, no último dia 15, da decisão da 1ª Vara do Trabalho de Paranaguá que condenou o Órgão de Gestão de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário Avulso do Porto Organizado de Paranaguá e Antonina (OGMO-PR) ao pagamento de indenização por irregularidades trabalhistas.
O MPT-PR pediu indenização por danos morais coletivos de no mínimo R$100 mil, mas a Justiça do Trabalho condenou em apenas R$50 mil. A intenção do recurso é obter o valor de indenização postulado na petição inicial.
Em investigação realizada em setembro de 2013, o procurador do trabalho Gláucio Araújo de Oliveira constatou a falta de fornecimento de água potável aos trabalhadores portuários avulsos que exercem atividades a bordo de embarcações.
O órgão também não disponibilizava diariamente as listas dos trabalhadores escalados, além de não respeitar a escalação rodiziária e de requisitar irregularmente diretores de entidades sindicais.
A ausência de listas de trabalhadores fere as normas de segurança do trabalho, pois permite que pessoas estranhas entrem nas embarcações.
A 1ª Vara do Trabalho de Paranaguá decidiu, em agosto, pelo pagamento de multa de R$ 1 mil pela OGMO-PR por trabalhador prejudicado caso não se cumpram as normas de saúde e segurança e disponibilização das listas de trabalhadores, não podendo escalar trabalhadores avulsos sem antes regularizar a situação.
Além da multa, foi estabelecido o valor de R$ 50 mil por indenização por dano moral coletivo, revertidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Crônica do Dia

kátia-muniz2Outubro Rosa

 Por: Katia Muniz                                                                   katiacronicas@gmail.com

Em uma de suas entrevistas, Jô Soares comentou: “Eu não choro de tristeza, choro de emoção”. Toque aqui, Jô, somos dois. Na tristeza, me recolho, silencio. As emoções que vivo me fazem derrubar as lágrimas.

Fui visitar a Exposição Ártemis, aberta no início de outubro, na Casa Cecy. Com muita sensibilidade, a mostra retrata mulheres que passam ou passaram pelo tratamento contra o câncer de mama. André Alexandre assina as fotos e Paulo Ras, os poemas.

Com tranquilidade, repousei meus olhos, atentamente, em cada tela e não demorou muito para que eu os sentisse marejados.

Cada foto conversa com quem a observa. Nada de assuntos triviais: as imagens vão mais longe, nos sacodem por dentro e provocam um alerta.

Ninguém sai da exposição do mesmo jeito que entrou.

Explicitamente há um convite para olharmos com mais cuidado para nós mesmas, para nos darmos a devida atenção, para aprendermos a não superestimar problemas corriqueiros do dia a dia, para marcarmos uma consulta médica, para fazermos uma mamografia. Um exame indolor, pelo menos para mim, que pode detectar inicialmente algum sinal de anomalia.

Parei diante da foto da mãe que amamenta o filho. Um seio foi retirado. O outro está lá, fornecendo alimento, nutrindo uma nova vida. Ali fiquei, ali permaneci, ali me perdi no tempo. Também sou mãe, também sou da espécie. Uma mãe sempre entende outra mãe.

As modelos retratadas fazem parte do Instituto Peito Aberto, criado para dar apoio a pacientes com câncer de mama. Nos clicks, há mulheres contemplativas, mulheres sorrindo, mulheres que venceram a doença, mulheres que estão no meio da batalha. Cada uma com a sua história, com a sua bagagem, com a sua experiência, com a sua marca, com a sua mutilação, com a sua cicatriz, com seu corpo, com a sua força. Todas clamando pela vida.

São várias mulheres que, em algum momento, tiveram seus caminhos cruzados pelo mesmo diagnóstico. A dor as uniu, as fez darem as mãos, fez brotar uma união e ver nascer amor onde elas nem esperavam.

Observá-las nas fotos nos faz intuir vagamente o sofrimento pelo qual passam ou passaram. Porque a dimensão real de algo só é obtida pela vivência. Nunca sabemos de nada até que a vida nos coloque cara a cara com o enfrentamento. Olhando de fora, somos todos leigos.

A exposição segue aberta. Fotos, poemas, mulheres, guerreiras. A vida e sua mescla de alegrias e lágrimas. A vida e suas emoções!

Fundação Bunge promove Feira Literária em Paranaguá

Evento acontecerá no dia 30, no Ginásio Joaquim Tramujas

No dia 30 de outubro, o município de Paranaguá receberá feira literária promovida pela Fundação Bunge, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, e as escolas Iná Xavier Zacharias, Manoel Viana e 20 Escolas de Tempo Integral.
Durante o evento, os visitantes poderão participar de diversas atividades, como desfile com alegorias de livros, danças, jograis, apresentações artísticas, musicais e culturais, dramatizações a partir de livros, entre muitas outras.
Aberta a toda comunidade, a feira também contará com a presença de autoridades municipais como o prefeito e as secretárias de educação e cultura. A expectativa é que cerca de 2.700 pessoas estejam presentes.
O evento faz parte do Programa Semear Leitores, projeto coordenado pela Fundação Bunge que busca incentivar a prática da leitura entre crianças de maneira prazerosa e lúdica. Ele é composto por estruturação de espaços de leitura, doação de livros, formação de mediadores de leitura, realização de seminários e voluntariado. Hoje são 20 espaços de leitura em sete estados – BA, MG, SP, TO, RS, SC e PR.
Serviço

Feira Literária em Paranaguá
·         Data: 30 de outubro
·         Local: Ginásio Dr. Joaquim Tramujas
·         Horário: das 11h às 17h

Começam terraplenagem e construção de bueiros para duplicação da PR-407

3.3-pr407duplicacao1jwIniciadas há cerca de 20 dias, as obras para duplicar a rodovia PR-407, que liga Paranaguá à BR-277, sentido Praia de Leste, está em fase de terraplenagem e implantação de bueiros com tubo de esgoto em concreto, no perímetro urbano de Paranaguá. A fase seguinte é a da construção das marginais das vias, a alça de acesso à rodovia e o alargamento do viaduto da BR-277.

Nesta primeira etapa, serão duplicados 3,5 quilômetros da rodovia (km 0 ao km3,5), além de construção de marginais, viadutos, ciclovias, pontes e passarelas. A duplicação é uma reivindicação antiga da população.

“O Litoral paranaense se desenvolverá ainda mais com essa grande obra”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. Além das novas pistas, a obra contempla novas marginais, com ciclovia e passeio, e construção de um viaduto na interseção da PR-407 com a avenida Bento Munhoz da Rocha, que desafogará ainda mais o tráfego da região. O viaduto terá, também, passagem para pedestres. “Toda a população da região será beneficiada, com mais segurança e também conforto”, afirma o secretário.

PONTES E PASSARELAS

A obra é uma parceria do Governo do Paraná com a concessionária Ecovia. Nesta etapa, o investimento é de R$ 57 milhões. A previsão é que a obra seja concluída em abril de 2016. Serão alargados o viaduto da BR-277 com a PR-407 e a ponte sobre o rio da Vila.

Nas marginais do rio da Vila serão construídas duas pontes (lado direito e esquerdo). Também serão construídas três passarelas (km02, km2,6, km3,38) e uma alça de acesso na BR-277, sentido PR-407.

OBRAS

A duplicação da PR-407 faz parte de um pacote de obras que o Governo do Paraná faz em conjunto com as concessionárias. Recentemente, foi entregue à população do Litoral paranaense o novo viaduto de Morretes. O viaduto Dom Moacyr José Vitti, na BR-277, instalado no trevo de acesso ao município, trouxe mais segurança e agilidade aos motoristas. A obra teve investimento de R$ 15 milhões.

Fábio Campana visitou grupo Mandicuera em Paranaguá

Presidente da Fundação de Cultura mostra projeto da Festa Literária ao jornalista

3.2- fábio campana (3)Fábio Campana, conhecido jornalista no Paraná, esteve em Paranaguá a convite da presidente da Fundação Municipal de Cultura, Maria Angélica Lobo Leomil, para conhecer o grupo Mandicuera e para falar sobre a 1ª Festa Literária de Paranaguá, a FLIPA, projeto que está em fase de planejamento pela Fundação.

3.2- fábio campana (4)Acompanhado da escritora Adriana Sydor , o jornalista esteve na sede da Fundação Municipal de Cultura (Fumcul), onde ambos conheceram a exposição Ártemis que foi idealizada, também, por artistas locais e os produtos dos artesãos de Paranaguá que estavam em exposição na Casa Cecy.

Depois, junto com o escritor Paulo Ras, seguiram para a Ilha dos Valadares onde foram recebidos pelo artista Poro de Jesus, que produz rabecas e toca adufo no grupo de Fandango Mandicuera, liderado pelo Mestre Aorélio.

3.2- fábio campana (1)“Temos uma grande preocupação com o futuro do fandango e acreditamos que construir a Casa do Fandango é uma ótima iniciativa para garantir a existência desta cultura”, lembrou Poro durante a visita ao espaço que o grupo Mandicuera tem na Ilha dos Valadares.

Crônica do Dia

kátia-muniz2Educar X Escolarizar

Por: Katia Muniz                                                                      katiacronicas@gmail.com

Recebo por e-mail vídeos, frases e pedidos para eu escrever sobre determinados assuntos na coluna semanal. Alguns, até consigo atender, já outros, sorry! Outro dia, uma conhecida me enviou um vídeo com um trecho de uma entrevista do Mário Cortella.  Cada palavra que ele pronunciava eu batia palmas. Quanta coerência!

O assunto era sobre educação e escolarização. Deixando claro que, educação vem de casa, enquanto cabe à escola escolarizar.

Todos sabem disso, não sabem? A resposta é uma negativa em maiúscula: NÃO!

Com esses novos arranjos na vida familiar, em que cada vez mais as mulheres estão fora de casa e dentro do mercado de trabalho, as crianças passaram a ir mais cedo para escola. Aqui, não estou falando de alfabetização, e sim, do contato que as crianças estão tendo em creches ou escolas particulares.

Acabou a licença maternidade e lá estão os pequenos entre fraldas e chupetas numa escolinha, muitas vezes em tempo integral. Lá aprendem a se socializar, a dividir, a competir, a buscar o seu espaço, a entender que são mais um no meio de muitos. Numa legião de filhos únicos, que sejam bem-vindos a esse contato enriquecedor no aprendizado da vida.

Papai e mamãe costumam cumprir uma carga horária extensa fora de casa. As energias estão por um fio quando retornam para encarar mais um turno, desta vez, com a criançada. Comida, banho, auxílio nas tarefas escolares, brincar, leitura antes de dormir. Ritual elencado por qualquer profissional entendido em educação, mas que na prática não vem se mostrando como recomenda a cartilha.

Para os pais, o pacote da vida moderna acompanha cansaço físico, mental, esgotamento emocional, estresse, insegurança, responsabilidades diversas, incluindo aí o direcionamento e a educação dos filhos. Educar dá trabalho. Ensinar valores, respeito a si e ao outro, o que pode e o que não pode, o certo e o errado demandam entrega. Como os pais ou responsáveis estão fora de casa muito tempo, a fim de garantir uma vida melhor para a prole, acaba sobrando para os professores a tarefa de educar, além da de escolarizar.

Segundo o vídeo, nunca houve tantos casos de agressão a professores como os que vêm ocorrendo atualmente. A escola, com esforço, tenta impor limites a essa nova geração. Cobram disciplina, cobram realização de tarefas e fiscalizam as atividades que deveriam ser realizadas em casa.

Educar X Escolarizar.

Aos professores cabe ensinar as disciplinas: português, matemática, geografia, ciências, artes, história, entre outras. Eles de fato contribuem, acrescentam, somam com uma parcela da educação dos nossos filhos.

O educar vem de casa. Tarefa dos pais ou responsáveis pela criança.

É a união desse “duo” educacional que serve como medidor de resultados positivos ou negativos das atuais e futuras gerações.