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Crônica do Dia com Kátia Muniz
Por: Katia Muniz
Se você ainda não ouviu falar de Anna Muylaert eu informo: ela assina a direção do filme “Que horas ela volta?”.
O longa já ganhou prêmios nos festivais de Sundance, nos Estados Unidos, de Berlim, na Alemanha e disputa uma indicação ao Oscar.
A película trata da relação patrão/empregada.
Torceu o nariz? Destorça.
Se você me acompanha aqui, na coluna, sabe que eu arrasto um caminhão por temas do cotidiano e, nesse quesito, o filme bebeu da fonte.
Regina Casé interpreta Val, a empregada. Sua atuação é IM-PE-CÁ-VEL! Assim mesmo, em maiúsculas e com separação silábica, reforçando o tom pausado. A atriz conseguiu engavetar o sotaque carregado de “s” e fez surgir um outro: o nordestino. Na medida, sem nenhum exagero. Nem de longe lembra a apresentadora dominical do Programa Isssssssquenta.
Não há paisagens exuberantes no filme. Mas o retrato fiel de uma São Paulo concretada. Muitos prédios vistos pelos olhos da personagem, enquanto se desloca nos vários ônibus que utiliza para ir e vir. Está lá também a obediência cega aos patrões, a qual lhe garante o emprego e o quartinho nos fundos da casa.
Uma cena? A que a empregada serve os convidados numa festa sem que nenhum deles a encare. Ela é invisível diante deles.
Podemos acusar o golpe?
Será que costumamos cumprimentar o gari ou a servente que trabalha dentro dos banheiros nos shoppings ou eles também são invisíveis para nós?
O filme destaca e reforça a diferença social que delimita o “cada um no seu quadrado”.
Há cenas comoventes, cenas com humor, cenas do dia a dia e um pedido: um olhar mais atento e humanizado para a Maria, a Raimunda, a Janicleide ou qualquer outro nome que conste no RG daquelas que cuidam da nossa casa e, muitas vezes dos nossos filhos, enquanto saímos em massa para o mercado de trabalho. Elas, literalmente, possuem identidade.
Pitacos sobre entrada da cidade e secretarias recriadas
Coluna Informe, publicada no jornal Diário do Comércio do dia 29/10/2015
Na marra
Primeira situação: A entrada da cidade é uma vergonha. Já falei, estou me repetindo, e não dá pra gente cansar de falar!
Segunda situação: o Dnit fez, nos últimos anos intervenções no sentido de limpar a sujeira no entorno (precariamente) e ações de tapa-buraco. Mais nada! Nem uma tinta para fazer a sinalização horizontal, eles foram capazes de fazer.
Terceira situação: não contentes em não fazer nada, eles vieram e fecharam o trecho próximo ao Aeroparque.
Quarta situação: preocupado com a reação da população e moradores da região, o prefeito solicitou ao Dnit uma rotatória para o mesmo local fechado dias antes. Nenhuma resposta positiva veio disso.
Quinta situação: o povo foi lá e resolveu! Mesmo caracterizando depredação de patrimônio (acho!) os moradores conseguiram retroescavadeira e trator para dar fim a “grande obra” que ficou mais caracterizada como um grande problema.
A abertura do espaço aconteceu na madrugada de quinta-feira.
Agora, se a moda pega!!!!!!!
Retorno ‘de novo’!
“Cria a Secretaria Municipal Extraordinária da Integração Portuária”. É o que determina o Decreto 3210/2015. A notícia não é nova, mas o decreto é deste mês de outubro.
O prefeito Edison Kersten voltou atrás na extinção da chamada “Secretaria de Portos” e voltou a instalar a pasta que deverá ser ocupada, segundo o próprio prefeito adiantou meses atrás, por uma pessoa apontada pela Frente Intersindical.
E esta não parece ser a única secretaria que volta ‘dos mortos’. Dizem que a Secretaria Municipal de Comunicação também será ressuscitada. Ainda bem!
Já me manifestei contrária à extinção da mesma. Verbalizei minha opinião, pessoalmente, ao alcaide. Então, de repente, às vezes vale aquele ditado mesmo: antes tarde do que nunca!
Crônica do Dia com Kátia Muniz
Perguntas em busca de respostas
Por: Katia Muniz
Quando soube da reforma da Praça do Guincho, vibrei.
Espaço renovado, bancos novos, paisagismo, boa iluminação. Tudo para fazer jus ao entorno belíssimo, digno de cartão postal, que a natureza de bom grado nos entregou.
Desde junho, um tapume reveste toda a praça. Nesses dias, me peguei tentando enxergar, por uma fresta, o que havia do outro lado. A curiosidade sempre andou de mãos dadas comigo.
Agora não preciso mais esticar os olhinhos curiosos. Vândalos agiram e destruíram não só os tapumes, mas também parte das benfeitorias já realizadas. Volta-se à estaca zero.
Choro, grito, esperneio, faço o quê? Escrevo.
Paranaguá, porque a maltratam tanto?
Acho você tão bonita, tão cheia de graça, tão charmosa, com seus casarios históricos, com suas ladeiras. Entrega-nos de graça um rio e uma brisa capaz de nos revigorar e nos refrescar em tempos de calor escaldante.
Por que tanta gente insiste em jogar lixo na rua? Por que tantos abandonam mobílias velhas em locais públicos? Por que a Estação Ferroviária é, hoje, uma das nossas inúmeras vergonhas?
Que prazer sórdido é esse que faz destruir o que está sendo construído para o bem da coletividade?
Ah, Paranaguá! Incapaz de eleger um deputado estadual e federal, pois na época das eleições, muitos se candidatam apenas para medir sua força política, o que provoca a divisão de votos.
Paranaguá, eu sinto a sua dor. Fico triste ao perceber o quanto agoniza e perde suas forças.
Na morosidade típica e burocrática do funcionalismo público, as obras da Praça do Guincho serão retomadas.
Paranaguá, são tantas perguntas e não consigo encontrar as respostas. Mas prometo fazer só mais uma. Responda-me com o fio de força que lhe resta: Quem de fato nessa cidade te ama?
Conversas partidárias e mudanças de sigla no futuro de alguns políticos
Coluna Informe- publicada no Jornal Diário do Comércio do dia 16/10/2015
Janela
Tanto o prefeito de Paranaguá, Edison Kersten, como Alceuzinho Maron têm o prazo da janela para definir seu futuro partido político.
O prefeito Edison foi eleito como vice pelo PMDB, onde permanece filiado. Não conseguiu evitar que o diretório ficasse, totalmente, nas mãos do vereador e ex-presidente do Legislativo, Marquinhos Roque.
Houve tentativas do diretório estadual do PMDB de nem cadastrar o diretório municipal junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas todas foram frustradas.
Mas com a reforma eleitoral, o alcaide ganha mais alguns meses para definir o que fará na sua vida partidária.
Assim como ele, o ex-deputado Alceuzinho Maron, fez um movimento nesse jogo de xadrez que é a política partidária. Saiu do PSDB e a possibilidade de ingresso no DEM também ficou para depois com a mesma reforma eleitoral.
Ambos os nomes são cotados como pré-candidatos a prefeito de Paranaguá.
Bastidores da política
Conversas têm sido mantidas entre vários políticos da cidade. Dizem que uma destas conversas já foi mantida entre Alceuzinho Maron e Marcelo Roque, assim como o nome de André Pioli continua sendo comentado como possibilidade de ser o vice de Edison Kersten.
Nos bastidores, Pioli diz que não quer saber de ser vice de ninguém, mas como viabilizará a campanha?
E a pergunta se repete para Alceu Maron, Marcelo Roque e até para o próprio prefeito caso seja mantida a regra de doações de pessoa física.
Novos filiados
A primeira meta de Marcelo Roque, com a mudança do PV para o Solidariedade foi promover o aumento de filiados.
Em menos de uma semana, ele já mobilizou pouco mais de 100 novos filiados no SDD. O poder de mobilização merece toda a atenção!
Primeira mão
E a notícia dada em primeira mão nesta coluna, no jornal Diário do Comércio do dia 18 de setembro, foi confirmada nesta semana. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) pretende viabilizar a construção de um viaduto na entrada da cidade e mais quatro trincheiras ao longo da Avenida Ayrton Senna.
O diretor da Appa, Lourenço Fregonese, deu entrevista sobre o assunto ontem, em rádio local. O diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino não parece afeito a entrevistas, mas também não tem seu nome numa lista tríplice como possibilidade a vice-prefeito, até porque a área dele é outra e passa bem longe da política eleitoral.
Agora a expectativa é de que esta seja uma obra concretizada, e não apenas anunciada como outras.
A torcida é grande!
Pesquisa eleitoral
Depois que comentei sobre uma nova pesquisa eleitoral que estaria ocorrendo em Paranaguá, tomei conhecimento de que poderia estar ocorrendo umma segunda pesquisa, pois o nome de Alceuzinho Maron estava sendo sondado por meio de pesquisa telefônica. Nesta pesquisa as opções se repetem, com exceção do prefeito Edison. As opções para o eleitor são (nesta ordem): 1- Alceuzinho Maron ; 2- Marcelo Roque (SDD); 3- André Pioli (PSC); 4- Pastor Reinaldo (PTC) e 5- Juliano Elias, que já confirmou sua saída do PSDB e filiação no PSD- Partido Social Democrático.
Casamento, Dia do Professor, posse na Unespar e família
Acidente na estrada e recadastramento eleitoral são manchetes do DC
Manchetes do DC desta sexta-feira
Fechamento de trecho na entrada da cidade vira polêmica
Indignação- Tem situações que, se conversadas antecipadamente, podem evitar muitos dissabores para um político. O último exemplo que podemos utilizar é o fechamento da Avenida Ayrton Senna, bem perto do Conjunto Laranjeiras.
O pedido foi da Prefeitura (como matéria oficial confirma) para o Dnit que, por consequência executou. Agora os motoristas e motociclistas da cidade terão um trajeto a mais para percorrer. Com a gasolina “barata” do jeito que está, só deixa os moradores mais indignados com a mudança.
Entrada da cidade- O Dnit passa um bom tempo sem fazer nada na Avenida Ayrton Senna, e quando faz fecha um dos acessos.
Será que não era possível começar fazendo a sinalização horizontal?
A gente chega, no período da noite, e percebe a precariedade da iluminação e sinalização daquela via.
Coluna Informe publicada no jornal Diário do Comércio do dia 09/10/2015
Crônica do Dia
Crianças, autógrafos e livros
Biblioteca Mário Lobo, vinte e oito de setembro de dois mil e quinze, noite de autógrafos dos premiados no II Concurso Literário de Paranaguá, nas categorias: poesias, contos e crônicas.
Eu fui selecionada e estava lá para autografar os livros que foram objeto da premiação.
Escolhi a mesa que ficaria, ajeitei-me e mãos à obra.
Na fila, para receber a dedicatória, estavam amigos, familiares e leitores. De repente, eis que surge na minha frente uma criança. Sentada, nem precisei erguer os meus olhos para encontrar com os dela. Estávamos niveladas.
A cena se repetiu mais vezes.
Havia crianças no recinto. Todas ávidas por um autógrafo. Não só o meu, mas dos demais colegas escritores que estavam ali com o mesmo propósito.
Criança, por si só, é sinônimo de esperança. Criança com um livro nas mãos é esperança em dobro.
Não fiquei sabendo quem eram os pais delas, mas quero deixar registrados os meus parabéns!
O espaço escolhido para a realização do evento foi o infantil. Estávamos rodeados de cores, de títulos voltados para a criançada, fantoches, poltronas confortáveis e imagens de personagens famosos do mundo infantil colados à parede. Tudo propício.
Pensei: essas crianças poderiam estar em casa vendo novelas que não são apropriadas para a idade delas ou poderiam estar com os olhos grudados nas telas tecnológicas, jogando e teclando sem parar. Mas não. Estavam em uma biblioteca, apreciando uma noite de autógrafos. Serelepes, afoitas de mesa em mesa para colher o maior número de assinaturas. Interagindo, sorrindo, socializando, olhando nos olhos das pessoas, conversando, dizendo onde queriam o autógrafo, indicando a página, falando o seu nome, agradecendo, vivendo.
Esses dias, fiquei comovida com a história de um menino que virou médico estudando em livros encontrados no lixo. Relatei sobre isso aqui, na coluna.
Reconheço e admiro o esforço das pessoas que se dedicam a implantar a literatura em um país que não lê e em que os governantes não estão nem aí para nós. Para eles, quanto mais ignorantes formos mais manipuláveis nos tornamos.
Leitura e a busca pelo conhecimento são capazes de reverter esse quadro.
Crianças na biblioteca, crianças com livros nas mãos, crianças lendo.
Levantemos nossas mãos ao céu! O Brasil há de ter salvação!






