Arquivo da tag: jornal Diário do Comércio
Posses em sindicatos e prefeitura
Coluna Informe publicada no jornal Diário do Comércio 26/04/15
Luciane Chiarelli
Abril foi marcado pelas posses
Duas retransmissões de cargo, ou seja, duas posses na Prefeitura em menos de 20 dias com a viagem do prefeito Edison ao Japão e a posse de Jozias.
Na Câmara, a situação se repetiu com a posse do vereador Arnaldo Maranhão como presidente e, agora a volta de Jozias como presidente, mais uma vez.
Nesta semana, quem tomou posse foi uma nova diretoria a frente do Sindicato dos Portuários do Paraná (Sintraport). Uma solenidade bem disputada. Gerson Bagé tomou posse como presidente do Sintraport, junto com muitos outros nomes que constam em matéria que o Diário do Comércio divulga nesta sexta-feira.
E, de forma bem discreta, no último dia 17, tomou posse a nova diretoria do Sindicato das Agências Marítimas do Estado do Paraná (Sindapar), para o quadriênio 2015/2019.
O Sindapar conta com Argyris Ikonomou, da empresa PEGASUS Agência Marítima como presidente; Jorge Magalhães Neto, da Rochamar como vice-presidente; Alessandro Nascimento, da agência Unimar como 1º Secretário; Mansur Mahamud Said Jr da MSC como 2º Secretário; Ismael Hajar da Blue Ocean como 1º Tesoureiro; Elizabeth Milla Gouvêa da empresa Porto Agenciamentos como 2º Secretário.
No Conselho Fiscal também tomaram posse Victor Simões Pinto, da Cargonave; Konstantinos Papanastassiou da Orizon; Jorge Maurício de Lemos, da Marcon e, ainda os suplentes Wellington Borba dos Santos, da Oceanus; Roberto Fontes Filho da Alphamar e Claudinei Nogueira, da Orion.
Guardas sem armas
Com ou sem? Eis a questão!
A Guarda Portuária de Paranaguá está sem armas e muita gente não está gostando disso.
E, há a chance de que o grupo nem volte a ter uma arma nas mãos novamente.
Porém, um revés, tirou o sorriso daqueles que não queriam nem pensar nisso com o resultado da votação sobre o projeto de terceirização.
É que o projeto envolvia a possibilidade de terceirização da Guarda Portuária.
E como foi reprovada, muita gente ficou a ver navios. (literalmente?)
Respirando
Em momentos de pico, cerca de 200 caminhões passam pelo pátio do Porto de Antonina, deixando livres as ruas do município. De acordo com material divulgado pela assessoria de Comunicação da Appa, a Associação dos Moradores do Bairro da Ponta da Pita chegou a publicar uma carta de agradecimento à diretoria do porto em agradecimento.
Fazendo com que os caminhões passem pelo pátio, o trânsito está fluindo de forma ordenada e quem ganha com isso são os moradores do bairro próximo ao Porto de Antonina.
Entrada da cidade
Congestionamentos são frequentes na Avenida Ayrton Senna. Quem precisa sair de Paranaguá em horários considerados de pico como 7h e 18h enfrenta sérios problemas. Buracos, sujeira e falta de sinalização complicam a situação.
E parece que nossa indignação não passa muito da Serra do Mar e precisa.
Precisa, porque a Avenida Ayrton Senna é de responsabilidade do governo federal e precisamos que o projeto de revitalização seja, efetivamente, colocado em prática. A principal entrada da cidade portuária de Paranaguá “precisa” da atenção que merece da senhora Dilma Roussef.
Nova diretoria do Sintraport toma posse nesta semana
Evento acontecerá no auditório do MAE, às 16h, no dia 17
Acontece no próximo dia 17, a Assembleia Geral do Sindicato dos Trabalhadores Empregados na Administração e no Serviço de Capatazia dos Portos, Terminais Privativos e Retroportuários do Estado do Paraná- Sintraport, onde será dada posse à nova diretoria do Sindicato.
Assume como presidente Gerson do Rosário Antunes.
O portuário foi eleito no segundo turno da eleição realizada no sindicato que aconteceu no dia 12 de março.
331 associados estavam aptos a votar- entre trabalhadores da ativa e aposentados.
Gerson Antunes, mais conhecido como Gerson Bagé, da Chapa 2 venceu a eleição por 50 votos. Mais uma disputa acirrada, porque ele venceu no primeiro turno por oito votos. No segundo turno Gerson teve 175 votos e Felipe Cordeiro, da Chapa 1, obteve 125 votos, totalizando 300 votantes.
Gerson é advogado e apresentou como uma das propostas a reforma estatutária. “Vamos colocar a casa em ordem”, disse após o resultado da eleição ser anunciado. Segundo ele, a instituição está obsoleta quanto às mudanças portuárias.
Além de uma auditoria interna no Sindicato, o candidato quer acompanhar o estudo do novo quadro de funcionários da nova empresa pública que é a Appa.
Posse acontecerá no auditório do Museu de Arqueologia e Etnologia de Paranaguá (MAE), no dia 17, a partir das 16h.
Aniversários, casamentos e modelos na coluna Conexão
Manchetes do DC desta sexta-feira
Quadro clínico grave do Bispo é manchete do DC de hoje (8)
Coelhinhos em tempos de crise
Por: Katia Muniz katiacronicas@gmail.com
No ano passado, escrevi um texto em que comentava da dificuldade de não se render aos apelos das crianças quando pedem, antecipadamente, ovos de Páscoa. Elas não têm muita calma para aguardar o grande dia e os pais não têm tanta paciência para negociações. Resultado: chocolates e mais chocolates são devorados com muita antecedência.
Neste ano, a crise nos oferece grandes lições. Uma delas é que as crianças, com ou sem birra, vão ter que esperar para, quem sabe, ganhar um. Somente um, nada de exageros. E quem tem mais filhos? Um só. Hora de colocar em prática a solidariedade. Dividam o ovo ao meio e tirem par ou ímpar para ver quem vai ficar com o brinquedo.
Por enquanto, o parreiral de ovos de Páscoa, dispostos estrategicamente perto dos balcões refrigerados, ainda está bem fechado, promovendo aquele escurinho que impossibilita a entrada da luz direta. Seria até romântico, se não fosse um assalto ao bolso.
Uma caixa de bombom chegando bem próximo a R$ 10,00 e ovos de Páscoa com preços nas alturas golpeiam o estômago, antes mesmo de serem devorados.
As moças contratadas para fazerem as propagandas e as demonstrações dos famigerados brinquedos, que ocupam o recheio dos ovos, ainda são pouco solicitadas pelos compradores. Elas esperam, ansiosas, que, nesta semana, o quadro mude. Que possam, enfim, recolher o bocejo, proveniente do cansaço de horas em pé e que, no lugar desse esgotamento, apareça um belo sorriso.
Famílias passeiam, por baixo do parreiral, com os pescoços esticados e os olhos arregalados comparando preços, enquanto os baixinhos disparam as solicitações: “Eu quero do Homem Aranha.” “Eu quero da Cinderela.” “Eu quero do Bob Esponja, da Barbie, do Batman, dos Smurfs, da Galinha Pintadinha, da Peppa, do Thor”.
Opções aos montes. Dinheiro à míngua.
Papais e mamães soltam a fala num tom de desesperança: “Ah crianças, vão ter que esperar!”
Aqui é o país “do jeitinho”. As crianças vão ganhar nem que seja um brigadeiro de colher. Mas é fato que o consumidor se comporta de maneira diferente e vem driblando, como pode, a atual situação econômica.
É criançada, bem-vindos, talvez, à primeira aula de economia. A crise é geral e não poupa nem os coelhinhos.
Atleta une talento à beleza. Saiba de quem estou falando e mais….
Estudantes são premiados e Paranaguá Fight terá luta feminina
Crônica do Dia
Por: Kátia Muniz katiacronicas@gmail.com
Na infância, nunca levei muito jeito com bonecas, não tinha paciência para ficar dando comidinhas feitas com areia, nem para empurrar os carrinhos de plástico, usados para levar a boneca para passear.
Em compensação, gastava horas batendo numa folha de papel para que produzisse um som que lembrasse o de uma máquina de escrever, enquanto atendia, efusivamente, às chamadas imaginárias do meu telefone de brinquedo.
Eu era secretária executiva de uma grande empresa, tinha carro próprio e morava, sozinha, em um apartamento. Tudo isso aos 8 anos de idade. Minhas amigas, da mesma idade, estavam todas casadas com seus maridos de mentirinha e com duas ou três bonecas como filhas.
Muitos anos se passaram e, quando boa parte dessas amigas de infância tornaram-se avós, eu me tornei mãe.
Naquela sexta-feira, do mês de março, eu nasci para a maternidade dando à luz a você, meu filho.
Quando a enfermeira trouxe você, de banho tomado, com o cabelinho todo lambido para um lado, eu estiquei os meus braços e segurei você com aquele jeito que só as mães sabem.
E o botão da natureza humana foi ligado. De repente, eu sabia segurar, trocar fralda, amamentar. Não fez a menor falta a ausência do estágio com as bonecas.
Esses dias entrei no seu quarto, cuidadosamente, afastei os cabelos que caíam sobre a sua testa e depositei um beijinho carinhoso. Aquele beijinho que só as mães sabem dar.
Você abriu os olhos, resmungou um pouco e se levantou.
Eu fiquei olhando você se movimentar. Primeiro, até banheiro e, depois colocar o uniforme escolar e me perguntar o que eu serviria no café.
Café? Sim. Café. Não há mais as mamadeiras e, no lugar do berço, há uma cama, na qual daqui a um tempo, você, provavelmente, mal caberá. Aconteceu o que eu temia: você está crescendo.
Despediu-se de mim com um beijo. Aquele beijo que só os filhos sabem dar.
Fiquei sozinha, na inquietude dos meus pensamentos e remoendo todas as inseguranças de mãe, as mesmas que nos acompanham sempre, somente mudando as formas e as fases.
O cenário já se modificou. Não passo mais meus dias catando aviões, carrinhos da Hot Wheels, soldadinhos, que viviam espalhados pela casa. Minha sala retoma o seu posto, as almofadas permanecem no lugar, perdeu os ares de jardim de infância.
Nossos olhos, mais um pouco, já se nivelarão na mesma altura. E, mais para frente, será sua vez de abaixar seus olhos para que eles encontrem os meus.
Você vai adotando suas preferências, vai impondo seus gostos, vai ganhando autonomia. Tudo certo. Tudo normal. Estranharia se não fosse assim.
É preciso que você saiba: nunca perca a direção dos meus braços, eles sempre vão envolver você, como se fosse a primeira vez, daquele jeito que só as mães sabem.





