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Aniversário, nova loja na cidade, repórter da globo e uma passadinha em Paris
Crônica do Dia, com Kátia Muniz
Por: Kátia Muniz katiacronicas@gmail.com
Fevereiro chegou e o carnaval está batendo à porta. Se você é daqueles que gosta da folia de Momo, já deve estar com a fantasia pronta ou com o abadá comprado. Serão, no mínimo, cinco dias em que você vai poder se soltar e brincar à vontade.
Nos blocos, espalhados por esse Brasil afora, veremos pessoas fazendo graça e ironizando situações do cotidiano que nos provocam alguma repulsa. Querem se fazer ouvir através de faixas, placas, cartazes e, não raro, escondidos atrás de uma máscara, sempre com o bom humor típico de um país tropical. A ordem é se divertir, e os problemas do mundo ficarão para depois da quarta-feira de cinzas.
Somente na quarta abandonaremos as fantasias e retornaremos à realidade.
Pouco importa a roupa escolhida, continuaremos fantasiados. Desta vez, independentemente de gostarmos ou não de carnaval, sem perceber, passaremos o ano fantasiados de um personagem circense com cabeleira colorida, calças largas, rosto pintado e nariz vermelho.
O Brasil é um país que prolonga sua folia, mesmo depois do carnaval ter dado o seu adeus. Por aqui, sacrificamos momentos de lazer com a nossa família para podermos trabalhar mais. E trabalhamos mais, porque precisamos pagar impostos altíssimos e assim sustentarmos a máquina pública.
Se quisermos uma “melhor” educação para nossos filhos, pagaremos uma escola particular. Se precisarmos de dignidade na hora de um atendimento na área de saúde, ficaremos reféns dos planos particulares. Tudo isso porque os impostos nunca são suficientes para atender, com o respeito que merece a população que sofre em corredores de hospitais públicos e dar condições decentes para as crianças que estudam com o teto de escolas desabando sobre suas cabeças, ou, usando guarda-chuva, para escapar das goteiras, dentro da sala de aula.
Assistem ricos e pobres, porque aqui também sempre foi o país da desigualdade social, a violência seguir sem controle e, na maioria dos casos, sem impunidade, a inflação rumar às alturas, a gasolina ganhar status de luxo e as denúncias de corrupção assolar o país, enquanto lidamos com apagões e falta de água.
Esperaremos por mais longínquos quatro anos, quando ainda fantasiados e com o poder nas pontas dos dedos, nos encontraremos com a tecla verde escrito “confirma”. Nesse momento decidiremos se a folia continuará, ou se haverá um sinal de esperança, que nos faça retirar a fantasia.
Casos absurdos que a droga provoca, banho a fantasia e Sindijor
Guerra urbana
Assassinatos, roubo seguido de morte, espancamentos são termos bem usados nos dias de hoje, também em Paranaguá.
Mas o que mais chama a minha atenção tem sido a confirmação de jovens e adolescentes no mundo do crime. Nesta semana, além de tudo isso, vi a notícia de que mãe e filha estavam traficando drogas na Praça Portugal!
Valha-me Deus! Porque a situação tá difícil.
Notícias envolvendo drogas, então, é o que mais se lê e ouve. Essa porcaria está por toda a parte, acabando com a família parnanguara.
Acredito que está na hora de uma greve, uma grande mobilização, cartazes e faixas (que estão na moda!) para reivindicar políticas públicas no papel e fora dele!
Jornalistas com subseção Litoral
E ontem foi realizada a primeira Assembleia Geral Extraordinária com o objetivo de fundar a Subseção Administrativa do Sindicato dos Jornalistas do Paraná.
O objetivo é descentralizar as ações do Sindicato.
A turma do jornalismo gostou da iniciativa.
Mais do que aprovada e necessária, na minha opinião.
Abada ou fantasia?
O Banho a Fantasia foi um sucesso. Milhares de pessoas participaram, mais uma vez, do evento.
Porém, nas redes sociais, o desabafo de muita gente chamou tanta atenção quanto a polêmica em torno da pergunta acima.
Eu acho a fantasia sempre um charme. E a fantasia aliada à sátira fica melhor ainda. Além de mostrar irreverência, mostra inteligência através do humor.
Porém, cá entre nós, eu acredito que o abada veio para ficar. E digo isso embasada no número de pessoas que aderiram às iniciativas dos grupos que se organizaram neste sentido.
Muita gente, e muita gente mesmo, gostou da iniciativa. Tanto que aderiu .
Mas, o problema maior com relação a este assunto, foram as discussões entre pessoas que têm opiniões opostas.
Gente, é preciso lembrar que, independente da nossa opinião, os carnavais continuarão e a brincadeira não vai parar.
Não vamos perder amizades por conta disso!
O vereador Maranhão, por exemplo, há oito anos sai no Banho a Fantasia. A brincadeira começou com um grupo de amigos com camisetas. Este ano foi o primeiro em que o grupo aderiu ao abada, e ninguém pagou nada por isso. Todos os abadas foram de graça para quem quisesse participar.
Aliás, outra questão a ser destacada é que, cada pessoa que participou do Banho a Fantasia, escolheu a forma de brincar. Seja com fantasia, seja com abada.
E a quem cabe julgar quem está certo ou errado? Quem escolheu fantasia está certo, enquanto quem escolheu abadá está errado?
Muita calma nessa hora.
Assim como neste ano, em anos anteriores e até os que estão por vir, certos estão aqueles que respeitarem a decisão do outro. E esta é a minha opinião. Você discorda? Tudo bem! Só não esqueça de respeitar minha posição, assim como respeito a sua.
Acredito que, para satisfazer a todos, já que o dia é pra ser só de festa, é possível conciliar o grupo dos homens vestidos de mulher e da turma da fantasia como se fosse um bloco, sem interferir na possibilidade de aproveitar os grupos fechados com os abadas.
Teremos, então, de tudo. A sátira com a irreverência de um lado e as novas formas de brincar o carnaval do outro!
Notícia quente!
Desde a sentença do Juiz Federal Substituto, Guilherme Roman Borges, no último dia 04 de fevereiro, a consulta pública lançada pela Secretaria Especial de Portos (SEP) para definir a poligonal dos portos de Paranaguá e Antonina, está suspensa.
E de acordo com o Juiz, a consulta pública deve ficar suspensa até o julgamento final da ação.
O pedido de suspensão partiu da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (ACIAP), do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado do Paraná (SINDOP) e a Federação Nacional dos Conferentes e Consertadores de Carga e Descarga, Vigias Portuários, Trabalhadores de Blocos, Arrumadores e Amarradores de Navios nas Atividades Portuárias (FENCCOVIB) e, ainda, do Sindicato dos Estivadores de Paranaguá e Pontal do Paraná e da comunidade indígena da região.
A liminar garantindo a suspensão da consulta pública foi dada pelo Juiz da 1a Vara Federal de Paranaguá.
O réu, neste caso a União Federal, poderá recorrer da sentença.
Até lá, nem a tentativa de prorrogação surtiu o efeito desejado para que a consulta pública fosse suspensa.
Sem documento
No despacho, o Juiz Guilherme Borges, destaca que a Secretaria Especial de Portos da Presidência da República publicou em seu sítio eletrônico notícia de que teria dado início a uma consulta pública.
“Apesar da relevância da questão em voga, não foi sequer publicado edital formal de início da consulta pública, havendo apenas notícia de que o prazo final para envio de contribuições seria 05.02.2015”, destaca o Juiz.
“O desenho da nova poligonal proposto pela SEP não vem acompanhado de qualquer justificativa técnica, econômica, ambiental ou jurídica que o embase, impossibilitando a manifestação dos interessados”, reforça o Juiz no despacho.
A Justiça Federal solicitou dados à SEP, mas não obteve resposta.
Esta informação também consta do documento.
A Justiça reconhece a necessidade de realização de consulta pública pela própria SEP. “Ocorre que, do que consta dos autos, a deflagração de consulta pública não foi normalizada por instrumento próprio ou publicada em qualquer veículo oficial de comunicação, não tendo sido, portanto, levada a conhecimento dos interessados”, declara no despacho divulgado a todos os interessados.
De acordo com o Juiz, não havia nada que justificasse o sigilo quanto a estudos e documentos informadores, mas verificou-se que os documentos não haviam sido disponibilizados “porque sequer havia, junto à SEP, processo administrativo formalizado apto justificar os limites da poligonal’.
Manifestação
Na semana passada, a questão da poligonal provou manifestação por parte dos trabalhadores Portuários Avulsos de Paranaguá (TPA´s).
O presidente do Sindicato dos Estivadores e da Frente Intersindical de Paranaguá, João Lozano, explicou que o objetivo era prorrogar o prazo da consulta pública. Faixas com palavras de ordem e com o motivo da manifestação estavam dispostas na frente da entrada dos trabalhadores portuários no Porto de Paranaguá.
“Quem vai perder com a nova poligonal são os trabalhadores, o comércio local e o Porto”, dizia uma das faixas. “A comunidade portuária está preocupada com a forma como estão tratando a nova poligonal”, dizia em outra faixa.
“Hoje, o porto organizado requisita a mão-de-obra de todos os sindicatos”, explicou Lozano. “Somos contra a poligonal porque vai desmembrar o porto público do privado”, destacou o presidente na ocasião.
Prorrogação
A SEP prorrogou o prazo para consulta na semana passada, antes da sentença judicial e marcou a realização de uma audiência pública.
Vale lembrar que foi realizada uma audiência pública em Paranaguá quando a comunidade solicitou que o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado (PDZPO) fosse aproveitado como base, e as lideranças reclamam que isso não aconteceu.
Fonte: Jornal Diário do Comércio







