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Família, amigos, fantasias e mais….
Crônica do Dia: Mais uma do Face
No supermercado, cruzou comigo e não me reconheceu. Não que tivéssemos alguma intimidade, mas, esses dias, recebi dela uma solicitação de amizade, via Facebook. Achei que pela minha foto de perfil, ela me reconheceria.
Eu, que tenho memória fotográfica, identifiquei-a de imediato. Abri um sorriso largo que murchou um segundo depois ao perceber que fora negligenciado.
Contei o episódio para uma amiga e ela me veio com essa: “É normal. Fotos de perfis, no Face, geralmente, recebem uma melhor atenção, um trato. Mas, no dia a dia, a realidade é outra”.
Para isso também servem os amigos: dizer verdades.
Fui averiguar o meu perfil e xeretear outros tantos. Descobri que a galera facebookiana gosta de caprichar. Nos perfis, somos capas de revista.
Cabelo ajeitado, mulheres maquiadas, melhor ângulo, melhor pose e estamos prontos para receber os “likes”. Continue lendo
Casamento, daminhas, padrinhos….
Crônica do Dia: Desacreditados
As eleições batem à porta. Toc, toc, toc.
Realmente, acho lindo quem tem o poder da oratória. Quem segura o microfone e consegue fazer jorrar as palavras, sem perder a linha de raciocínio. Não pigarreia, não gagueja, não titubeia, não demonstra insegurança. Tem a fala firme, dá ênfase às frases de efeito, sobe e desce a voz num balé, tecnicamente ensaiado. As mãos não tremem, os olhos se mantêm firmes encarando aqueles que têm potencial para lhe entregar votos na urna. Inegável o poder de convencimento, que quase me pegam. Eu disse quase. Sou arisca. Continue lendo
Crônica do Dia: Gratidão

Jornal Diário do Comércio, Rádio Ilha do Mel e Blog da Luciane representados nesta foto e no texto, junto com a Kátia Muniz
Por: Kátia Muniz
Comecei a escrever para preencher o tempo. Levei na brincadeira, na esportiva. Era um hobby. Deve ser bom para exercitar o cérebro, pensei. Sinceramente, nem sabia direito o que estava fazendo. Vários textos foram armazenados no meu computador à espera de que eu criasse a coragem para mostrá-los a alguém.
Crônica do Dia: Obsessão
Quando se ama muito a algo ou a alguém, é natural querermos falar sobre o assunto que nos causa tanto prazer, que nos entorpece e que é responsável por nossa euforia. E pra quem costumamos direcionar a ladainha da nossa razão de viver? Para nossa família e para os amigos íntimos. Continue lendo
Funcionário público não deve ser marcado, mas que prefeito já pensou assim?
Debate na TV: Paranaguá tem ou não tem?
Crônica do Dia: Caçar
Meu amigo, minha amiga, a ordem agora é caçar.
Você precisa caçar alguma coisa para não se sentir tão fora da turma e não correr o risco de ser comparado a um alienígena.
Cace rã, cace emprego, cace um namorado ou uma namorada, cace um livro, cace um filme e cace, se você gosta, os bichinhos do tal jogo que, atualmente, virou febre. Não vá me dizer que você não sabe do que eu estou falando!
Eu também caço. Sossegue. Não se apresse com as conclusões e deixe-me completar a frase: Eu caço assuntos e palavras.
Geralmente, as pessoas tendem a achar que as crônicas saem, assim, num sopro. Não fazem ideia do quanto eu tenho que caçar. Tarefa árdua, não se iluda.
Estou o tempo todo caçando, radar ligado até que, de repente, soa o alarme dentro de mim. Pronto. Chegou o assunto, agora pode pular para a fase dois: caçar as palavras para desenvolvê-lo.
Que útil seria um aplicativo baixado no meu celular, similar a do joguinho, me avisando os pontos, na cidade, em que eu tenho que ir para me abastecer da munição necessária para o desenrolar da escrita. Em vez de “PókeStops” um “PókeWords”!
“Vire-se com o cotidiano, Kátia. E faça bom proveito”, diz a voz da minha consciência.
E foi o cotidiano e o filho pré-adolescente que me apresentaram a nova mania. Eu não me rendi, mas também não faço auê e minimizo reclamações.
Sou grata aos tais bichinhos do jogo por me fornecerem o assunto que preencheu a coluna do jornal.
Mas convenhamos, de nada adianta escrever sem ser lida. E agora vem a parte boa do meu combate: Se você leu o texto, eu capturei você. “Game over”.










