Conselho de Autoridade Portuária de Paranaguá tem mudanças

Secretaria de Portos do Governo Federal muda o presidente do CAP de Paranaguá e FNP e prefeitura também mudam nomes

5.1-CAP3No Diário Oficial da União do dia 30 de julho foram publicados documentos que alteram participantes de 11 portos brasileiros em Conselhos de Autoridade Portuária (CAP). E um deles é no CAP de Paranaguá.

O presidente do CAP, definido pela Secretaria de Portos da Presidência da República não é mais Wilson do Egito Coelho Filho, mas Luiz Fernando Garcia da Silva.

Além da presidência, também foram feitas mudanças nos blocos do poder público e dos trabalhadores.

No bloco do poder público, o suplente foi alterado. A secretária municipal de Planejamento da Prefeitura de Paranaguá, Rita Nanami Abe foi substituída pelo Procurador Geral do Município, Maurício Vitor Leone de Souza, indicado pelo município de Paranaguá.

E no bloco dos trabalhadores os titulares Orlei de Souza Miranda e Maria do Perpétuo Socorro Oliveira foram substituídos por Gerson do Rosário Antunes e Sandro Pereira. A indicação é da Federação Nacional dos Portuários (FNP). Também houve substituição dos suplentes. Wilson Moraes da Silva e Carlos Alberto Martins da Costa foram substituídos por José Baka Filho e Ogarito Borgias Linhares.

De acordo com o documento publicado no Diário Oficial da União foram realizadas alterações em 11 portos brasileiros, incluindo o de Paranaguá. Houve mudança nos Conselhos de Autoridade Portuária do Porto de Santos, Manaus e no Espírito Santo, entre outros.

Poligonal: Audiência pública acontece ou não acontece?

c6375723-22b0-4305-bf6d-9b1689dc23fbO deputado federal Ricardo Barros (PP) convidou o ministro dos Portos, Edinho Araújo (PMDB), para participar da audiência pública em Paranaguá para discutir a mudança da poligonal do Porto. O ministro recebeu representantes da bancada do Paraná.
A audiência está prevista para acontecer no dia 3 de julho, no Teatro Rachel Costa e terá a participação de trabalhadores, operadores, investidores do Porto, além de representantes das Confederações da Agricultura e da Indústria. “É um assunto que impacta várias atividades econômicas da sociedade”, lembrou Barros.
Para o parlamentar, a maior preocupação é alterar a poligonal do Porto para que se possam estabelecer empreendimentos privados em áreas que hoje são restritas ou alcançadas pela poligonal, onde só a Autoridade Portuária do Paraná pode fazer.
“Com isso nós ampliamos de investimentos, de eficiência e de volume de transporte, melhorando muito a economia de toda região e litoral do Paraná”. Barros disse que para interior do Estado, o Porto eficiente representa menor frete marítimo “O reflexo direto é mais dinheiro para o produtor, seja ele de álcool, soja, milho ou açúcar. Todos ganham”, acrescentou.

Na Justiça
A consulta pública proposta pelo Governo Federal foi barrada por cinco processos judiciais, dos quais quatro já foram sentenciados.
A audiência pública também pode ser barrada, uma vez que aguardava-se a publicação do chamamento, para então, acionar a Justiça e impedir a realização da mesma.
Tudo começou em fevereiro deste ano quando o Juiz Federal Substituto, Guilherme Roman Borges, deu sentença suspendendo a consulta porquê, entre outros motivos, a Secretaria Especial de Portos não publicou o edital formal de início da consulta pública.
“O desenho da nova poligonal proposto pela SEP não vem acompanhado de qualquer justificativa técnica, econômica, ambiental ou jurídica que o embase, impossibilitando a manifestação dos interessados”, reforçou o Juiz no despacho. De acordo com o Juiz, não havia nada que justificasse o sigilo quanto a estudos e documentos informadores, mas verificou-se que os documentos não haviam sido disponibilizados “porque sequer havia, junto à SEP, processo administrativo formalizado apto justificar os limites da poligonal’.

Manifestação
No final do mês de janeiro, a questão da poligonal provou manifestação por parte dos trabalhadores Portuários Avulsos de Paranaguá (TPA´s).
O presidente do Sindicato dos Estivadores e da Frente Intersindical de Paranaguá, João Lozano, explicou que o objetivo era prorrogar o prazo da consulta pública. Os trabalhadores portuários avulsos reclamavam que tinha sido feita a promessa de ouvir os TPA’s, mas isso não ocorreu.
Uma reunião estava marcada para acontecer na SEP, mas foi prorrogada. Em maio, representantes da Intersindical de Paranaguá, entre outras federações, estiveram falando sobre os problemas relacionados à mudança na poligonal para deputados federais e senadores.
Vale lembrar que foi realizada uma audiência pública em Paranaguá quando a comunidade solicitou que o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado (PDZPO) fosse aproveitado como base, e as lideranças reclamam que isso não ocorreu.

Nas comemorações, Porto homenageia cidade e ex-funcionários

normal_80anosportoparanagua6jwUm apito naval sincronizado foi emitido por todos os navios que estavam atracados no Porto de Paranaguá ontem, às 11h37, exatamente no mesmo horário em que o Porto foi inaugurado em 1935. A solenidade deu início às comemorações dos 80 anos do Porto de Paranaguá, organizada pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

O evento foi marcado pelas inaugurações de dois novos carregadores de navios e homenagens a ex-funcionários do Porto.

“Os trabalhadores portuários possuem uma importância histórica para o desenvolvimento econômico, político e social dos países. Aqui em Paranaguá, a dedicação dos portuários, somada aos investimentos em melhorias e infraestrutura, foi e será fundamental para que o Paraná mantenha a sua posição de vanguarda”, disse o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

O engenheiro Kozo Kawata, funcionário por quatro décadas, foi um dos funcionários homenageados na cerimônia. Ele participou do processo de instalação dos primeiros carregadores de navios do Corredor de Exportação, na década de 70, e foi um dos responsáveis pelo projeto de troca dos novos shiploaders. “Dediquei a maior parte da minha vida ao Porto. É muito emocionante receber uma homenagem como esta”, afirma.

TCP recebe porta-contêiner de maior capacidade do Brasil

3.2-Tigris_TCP_02O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), segundo maior terminal de contêineres da América do Sul, recebeu na segunda-feira (9/2) o navio CMA CGM Tigris, o porta-contêiner de maior capacidade de carga a passar pela costa do país. A operação foi realizada com produtividade de 83 MPH (movimentos por hora), sendo 1.306 movimentos realizados em 15 horas e 36 minutos.

“Por sua grande capacidade, o CMA CGM Tigris poderá alavancar ainda mais o transporte das mercadorias da região Sul do Brasil que são exportadas a partir de Paranaguá”, afirma Juarez Moraes e Silva, diretor comercial superintendente do TCP. “Entre estas mercadorias estão carnes congeladas, grãos e madeiras, máquinas e materiais, além de peças para automóveis”, explica Moraes e Silva, acrescentando que o CMA CGM Tigris está fazendo a rota que liga a costa leste da América do Sul à Ásia.

O CMA CGM Tigris é uma embarcação de 10.622 Teus (contêiner padrão de 20 pés) de capacidade, sendo integrante da frota própria do Grupo CMA CGM. Navegando sob a bandeira de Malta, o navio conta com quase 300 metros de comprimento e 48 metros de largura e foi projetado para oferecer máxima capacidade de embarque.

Os investimentos do TCP nos últimos três anos foram fundamentais para atrair grandes embarcações. A exemplo das obras de modernização do Terminal e ampliação do cais de atracação, que ganhou mais 315 metros e hoje conta com 879 metros, e da aquisição de equipamentos, como portêineres e transteinêres, de última geração.

Guindaste gigante é montado para instalar lança do novo shiploader

normal_IMG_5957Um dos quatro novos shiploaders do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá fica pronto no final de dezembro. O equipamento está com a parte elétrica bastante adiantada e já recebeu a lança, componente que avança sobre o porão do navio para o carregamento dos grãos. Os próximos passos serão a conexão à estrutura já existente no cais, que inclui correias transportadoras e ligações elétricas.

A estrutura montada esta semana em frente ao berço 213 para a instalação da lança do equipamento chamou a atenção dos trabalhadores do cais. Para conseguir içar a peça – que pesa mais de 52 toneladas e mede 45 metros de comprimento, tem seis metros de largura máxima e 3,15 de altura – foi preciso reforço.

Porto de Paranaguá recebe peça gigante

5.3-IMG_1832Ontem, o Porto de Paranaguá recebeu mais um navio com carga especial. O  M/V Palmerton trouxe três monoboias para projeto da Petrobras. Uma dessas foi descarregada no terminal paranaense e vai auxiliar os trabalhos na bacia de extração já em operação em São Francisco do Sul (SC). As outras duas seguem para o Rio Grande do Sul.

Em Paranaguá, o navio atracou e descarregou no berço 208. A peça – ao contrário das demais cargas que chegam – desceu direto de bordo para o mar. Dali, um rebocador contratado para fazer o reboque, levou a peça até a área de fundeio próxima ao píer da Petrobras (Transpetro), para aguardar o desembaraço aduaneiro e seguir para o litoral catarinense.

A peça pesa 329 toneladas, tem 15 metros de diâmetro e 16 metros de altura. Foi fabricada nos Emirados Árabes Unidos e embarcou no porto de Musaffah, no mesmo país. As peças vieram montadas, inteiras, no convés do navio, presas a uma base. Soltos foram trazidos apenas pequenos acessórios, em caixas.

A monoboia, segundo a própria Petrobras, é uma boia onde se ancoram navios em alto-mar para transformação de óleo. Funciona como um “duto” intermediário, por onde os produtos passam de navio para navio (conectados à peça por mangotes) ou de um navio para o terminal.

Daqui até o litoral catarinense, a peça também segue pelo mar. Ela será rebocada. A própria Petobras é responsável por essa logística, inclusive pelo contrato com a empresa de rebocador que fará o transporte até o destino.

 

De acordo com a Diretoria de Operação da Appa, entre outras vantagens operacionais e técnicas, o Porto de Paranaguá é propício para esse tipo de operação pela extensa área de manobra – a  bacia de evolução, bem em frente cais.

Poligonal será rediscutida

Secretaria de Portos (SEP) deu novo prazo, até novembro, para que os portos brasileiros revisem suas poligonais e programas de desenvolvimento e zoneamento

normal_IMG_4504A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) acaba de formar um grupo de trabalho que irá propor um novo desenho da poligonal do Porto de Paranaguá, além de revisar os Planos de Desenvolvimento e Zoneamento dos portos de Paranaguá e Antonina (PDZPO).  A ação visa cumprir a portaria 003, da Secretaria de Portos (SEP), que determina que os portos brasileiros revejam suas poligonais e seus PDZs para que o plano de outorgas elaborado pelo Governo Federal possa ser colocado em prática.

“Temos um PDZPO amplamente discutido e aprovado por toda a comunidade portuária. No entanto, o documento não foi aceito pela SEP, por ser muito complexo. Foi pedido que resumíssemos este material, além de voltar a discutir a poligonal do porto”, explicou o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

A SEP deu prazo até o dia 30 de novembro para que os portos apresentem os documentos atualizados. Em votação realizada em abril, o Conselho de Autoridade Portuária (CAP) deliberou que o PDZPO existente é ainda atual e deve ser considerado nesta atualização, assim como a poligonal do Porto Organizado.

O grupo, formado por representantes da Fecomercio, FAEP, Fiep, Fetranspar, Ocepar, Capitania dos Portos, Conselho de Autoridade Portuária e Secretaria de Infraestrutura e Logística, vai realizar reuniões quinzenais para discutir a atualização do material, verificar possíveis não conformidades e propor um modelo final dos documentos.

“O intuito é, após finalizar estas discussões, apresentarmos o resultado para toda a comunidade – incluindo, trabalhadores, sociedade organizada, municípios. Nosso intuito é encaminhar um documento unânime, que preserve os interesses do Paraná”, explicou Dividino.

Poligonal – A poligonal, que é uma espécie de zoneamento da área portuária, foi definida em 2002 e precisa ser alterada porque não contempla áreas importantes para o desenvolvimento dos portos paranaenses. Com a mudança do marco regulatório do setor portuário, o Governo Federal deu prazo para que todos os portos reavaliem suas poligonais e proponham eventuais mudanças até 30 de novembro.

Abertas as inscrições para o Programa Trainee TCP 2015

Até o dia 20 de outubro, profissionais das áreas de Administração, Economia, Estatística, Matemática e Engenharias poderão se inscrever no Programa Trainee TCP 2015.

Terminal-de-Conteineres-de-Paranagua_portal-traineee-642x336Entre os pré-requisitos estão graduação concluída entre dezembro de 2012 e dezembro de 2014, inglês avançado, conhecimentos do pacote office e disponibilidade para residir em Curitiba, Paranaguá/PR e no interior do Paraná.

A TCP (Terminal de Contêineres de Paranaguá) é o segundo maior terminal de contêineres da América do Sul, operando sob o regime de concessão do Porto de Paranaguá desde 1998. O terminal está localizado em uma área atrativa que fica alocada no litoral do estado do Paraná sendo um parceiro regional com fácil acesso  a importantes rodovias federais e o único conectado ao sistema ferroviário do Brasil.

O TCP atualmente compõem o portfólio de investimentos da Advent International, fundo global de private equity, que possui investimentos em mais de 280 Empresas em 36 países.

Por que se inscrever no Programa da TCP?

O Programa de Trainee da TCP foi criado em 2012 e é a porta de entrada de jovens talentos, o que representa uma excelente oportunidade profissional para o surgimento de futuros gestores da empresa. Além disso, o treinamento conta com todo o know how da Advent International, uma das maiores empresas de investimentos do mundo, que é sócia da TCP e que há mais de 10 anos vem incentivando programas voltados para identificar, desenvolver, estimular e reter talentos nas empresas.

Os Trainees selecionados poderão atuar em três áreas diferentes: Comercial e Desenvolvimento de Novos Negócios, Operações e Manutenção e Finanças.

Outras informações:

lorena@portaltrainee.com.br

Porto monitora animais marinhos na Baía de Paranaguá

Foto do Pesquisador1Esta semana, o biólogo, especializado em biologia marinha, e doutor em Engenharia Ambiental, Fernando A. S. Hardt está em campo na área dos Portos Organizados de Paranaguá e Antonina. Em um trabalho minucioso, ele observa e analisa a presença e o comportamento dos golfinhos e tartarugas. Hardt é consultor da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), no Programa de Monitoramento da Biota Aquática, do Plano de Controle Ambiental.

 Foto do PesquisadorEsta é a quinta campanha de monitoramento de cetáceos e quelônios (como são chamados esses grupos de golfinhos e tartarugas) realizada pela equipe de Meio Ambiente da Appa. Segundo o especialista, apesar de ainda ser cedo para ter dados consolidados sobre a quantidade desses animais, já dá para se ter ideia de que eles estão presentes em grande número e em áreas bem próximas aos portos.

 

“O que a gente verificou ao longo dessas cinco campanhas é que os animais – em especial o boto cinza, única espécie de golfinho avistada até o momento – têm utilizado a área do porto frequentemente. Nesta área os animais foram observados em atividade de pesca: quando eles encurralam os peixes contra os cascos dos navios para facilitar a captura”, conta o pesquisador.

 O monitoramento abrange toda a Baía de Paranaguá – desde as proximidades da Ilha da Galheta até o Porto de Antonina. Nessa área, segundo Hardt, foram observados golfinhos em vários pontos de concentração. “O Porto é uma dessas áreas de concentração, mas a gente também os observa perto do baixio da Ilha do Mel, perto da Ilha das Cobras, na ponta do Teixeira e na frente da Baía de Antonina, por exemplo. Eles utilizam a baía de uma forma bem espalhada. Encontramos inclusive na parte interna do canal da Ilha da Cotinga, que também monitoramos”, revela.

Semana do Meio Ambiente incluiu passeio ciclístico

normal_IMG_1865O passeio ciclístico Porto e Meio Ambiente realizado no domingo (08) reuniu cerca de 50 pessoas que foram pedalando da sede do Porto de Paranaguá até o Aeroparque, num trajeto de quatro quilômetros.

Entre os participantes, estavam Cláudio, a irmã Patrícia e dois sobrinhos. Todos vestidos de verde e amarelo. “Eu uso muito a bicicleta, pelo exercício, pelo meio ambiente e por amor”, afirma Cláudio. “Esses eventos a gente gosta de participar porque ajuda a unir ainda mais a família”, completa Patrícia.

normal_IMG_1939O chefe do escritório regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Cyrus Daldin, também elogiou a iniciativa. “Mais uma vez essa parceria deu certo. Primeiro, como alternativa, deixar o carro em casa e usar a bicicleta. Em 20 minutos viemos lá do Porto até aqui o Aeroparque, o que demonstra um alternativa para Paranaguá, que é uma cidade plana. O Porto está de parabéns. Espero que esse passeio seja inserido no calendário das atividades do Meio Ambiente do Município e que todos passem a utilizar mais essa alternativa de pedalar”, sugere ele, que também participou do passeio.

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