Campanha de doação de sangue vai esperar médico na 4ª feira em Paranaguá

13599787_800927083341382_5655498283861188007_nO Governo do Estado lançou uma campanha, para todo o Paraná, para que as pessoas doem sangue às vítimas da BR 277, que ocorreu neste domingo, dia 3.

Importante campanha que, servirá para várias unidades do Paraná. Mas em Paranaguá, o médico para coleta só estará na unidade na próxima quarta-feira, dia 6.

Pessoas que tinham vindo de Matinhos para a cidade pólo do Litoral, e que queriam doar sangue, terão que voltar outro dia ou não farão pela falta de médico no Hemepar de Paranaguá.

Aviso no face do Governo do Paraná:

Atenção, paranaenses:
O Hemepar pede que doem sangue, de qualquer tipo, o mais rápido possível para as vítimas do grave acidente ocorrido neste domingo (03) na BR-277, em Morretes. Os doadores devem se dirigir com urgência a qualquer uma das 21 unidades do Hemepar no Estado, principalmente, de Curitiba.

Prefeito não paga “retroativo” e agentes protestam

Foto: facebook de Helton Ambrosio

Foto: facebook de Helton Ambrosio

Cerca de 200 agentes comunitários e de endemias foram até a frente da Prefeitura de Paranaguá, na tarde desta segunda-feira (27) protestando contra a falta de pagamento do piso nacional da categoria.

De acordo com Rafaeli Fernandes, a categoria reivindicava, desde 2014, pelo aumento salarial que é um piso federal. O piso começou a ser repassado neste ano. Porém, até que os valores referentes ao piso começassem a ser repassados foram realizadas reuniões e negociações. Uma das negociações é que o valor, retroativo a 2014, seria repassado à categoria.

Tomando conhecimento de que não receberão os valores retroativos pela Prefeitura, os agentes de endemias foram para a rua protestar.

O protesto foi concentrado na frente do Palácio São José, sede da Prefeitura de Paranaguá.

“Prefeito, assim não dá! Você prometeu que ia nos pagar”, gritavam os manifestantes.

Confira parte do protesto no vídeo divulgado no facebook por Jaime da Saúde.

CME está sendo alvo de vandalismo

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WhatsApp-Image-20160617 (1)O Centro Municipal de Especialidades (CME), a “saúde” como era chamado o prédio bem no centro de Paranaguá, está sendo alvo de vandalismo ou de obras?

Inicialmente, pensei que a reforma do local, esperada por mais de um ano, havia iniciado. Mas ao que tudo indica, nenhuma reforma foi iniciada, mas as janelas estão sendo retiradas do local pouco a pouco.

Retiradas ou furtadas?

Provavelmente, a licitação prevista incluía a reforma das paredes e telhado. Quando acontecer, terá que incluir a troca ou compra de novas janelas. O espaço foi fechado pela atual administração municipal, fruto da interdição da Vigilância Sanitária,em março de 2015, segundo matérias publicadas aqui no Blog.

Desde que foi fechado, até foco de dengue, o prédio abandonado já virou. E agora, é alvo de ladrões!

Aguardamos informações da Prefeitura de Paranaguá sobre o prédio, previsão da licitação e objeto da licitação.

Vereador classifica decisão da Prefeitura sobre carnaval como “infeliz”

“Não adianta teimar com a ideia de que estão trazendo turistas para Paranaguá”, defendeu em plenário

fotocapaO vereador Arnaldo Maranhão (PSB) usou da tribuna da Câmara de Vereadores, na noite da última terça-feira (14) para falar da “infeliz decisão do prefeito da cidade e da equipe em relação ao carnaval”.

A prefeitura anunciou há poucos dias a realização do Carnaval no mês de setembro deste ano. E o anúncio deu o que falar durante a sessão do Legislativo.

Em 7 de janeiro, o vereador lembrou que protocolou pedido de cancelamento do carnaval e, naquela ocasião, já questionava os recursos que seriam gastos com jurados que vem de fora, arquibancada, iluminação, entre outros itens fazendo com que o orçamento chegasse a, aproximadamente, R$ 500 mil para dois dias, sendo que os casos de dengue já haviam ocorrido.

Então, os óbitos por causa da dengue foram registrados e o número de pessoas com a doença só aumentou. Os vereadores aprovaram um requerimento para que o carnaval fosse cancelado.

“Agora, recebemos informações que será realizado em setembro”, disse o vereador Maranhão. “Vai estar a cinco meses do outro carnaval”, completou. O vereador adiantou que vai continuar defendendo que as escolas podem prestar contas do que compraram com os recursos recebidos e em 2017 não recebe este valor, pois já recebeu neste ano ou final do ano passado. “Não adianta teimar com a ideia de que estão trazendo turistas para Paranaguá”, disse em plenário.

“Não arrumam entrada da cidade, nem a Estação Ferroviária. E querem falar em turismo? Não arrumam a cidade. Dizer que vai trazer turista é mexer com a inteligência do parnanguara. Ainda vem três festas e depois o carnaval. É muita festa para pouco trabalho. Paranaguá não precisa de carnaval em julho, nem em setembro. Traz turista arrumando a cidade, arrumando a entrada da cidade e combatendo a epidemia de dengue”, completou o vereador Maranhão.

Teste seletivo para médico e enfermeiro estará aberto até dia 20

São 15 vagas para médico clínico geral e mais 10 vagas para enfermeiro para contratação pela Prefeitura de Paranaguá

5.2-teste seletivoA Prefeitura de Paranaguá abriu processo seletivo público destinado a selecionar candidatos para as vagas de médico clínico geral e enfermeiro.

Este teste foi aberto para selecionar profissionais para atuarem na rede municipal de saúde, exclusivamente, para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público.

As inscrições podem ser feitas no site da Prefeitura no endereço eletrônico www.paranagua.pr.gov.br sem cobrança de taxa de inscrição.

Para o cargo de médico clínico geral, a carga horária é de 20h em regime de plantão, com valor de R$ 3.366,48, mais R$ 800 por plantão de 12h diurno ou R$ 950 para plantão noturno de 12h realizado. O candidato deve ter diploma, devidamente registrado, de curso de graduação em Medicina reconhecido pelo MEC e registro profissional no Conselho Regional de Medicina.

Para o cargo de enfermeiro a carga horária é de 30h em regime de escala 12X36 com salário de R$ 4.238,00 e deve ter Ensino Superior completo em enfermagem com inscrição ativa e regular no Conselho Profissional da classe.

As inscrições foram abertas no dia 8 e seguem até o dia 20 deste mês. O dia 21 será reservado, apenas, para recebimento do laudo médico obrigatório para candidatos que se inscreverem nas vagas de portadores de deficiência.

Até o final deste mês, o resultado final do processo seletivo deverá estar concluído, de acordo com o edital publicado no Diário Oficial do Município. O edital também pode ser conferido acessando http://www.paranagua.pr.gov.br/pss02-2016.php

 

Vacinação contra HPV para meninas de 9 a 11 anos está sendo realizada nas escolas

Também haverá conscientização dos pais sobre importância da prevenção

5.1- vacinaçãoComeçou no dia 10, o cronograma de vacinação contra o HPV em Paranaguá, para meninas de 9 a 11 anos. Neste ano as equipes de 11 postos de saúde e da Unidade Saúde da Mulher vão diretamente em 30 escolas municipais para aplicar as doses. Eles também darão orientação antecipada sobre a importância da imunização e farão encaminhamento de bilhetes aos pais buscando conscientizá-los.

As unidades de saúde ficarão responsáveis pelas escolas que estiverem próximas à sua área de atuação. Segundo Luciane Pereira da Cunha Tavares, enfermeira do Centro de Referência da Saúde da Mulher, a programação segue durante todo o mês de junho.

A vacina protege contra quatro tipos de HPV. Há também proteção contra o câncer do colo de útero e também dois tipos de condiloma (verrugas na região genital), considerada uma doença sexualmente transmissível (DST).

Luciane lembrou que a aplicação da vacina contra o HPV começou em 2014, para meninas de 11 a 13 anos, na rede municipal. A meta, de vacinar 80% das meninas, foi alcançada, atingindo cerca de 2.800 jovens da cidade.

Entretanto, como houve bastante polêmica envolvendo o assunto, pois houve quem pensasse que isso estaria estimulando a uma iniciação sexual precoce, o mesmo resultado não foi alcançado quando da liberação da segunda dose.

“Em 2015 começamos a implantar as doses em meninas de 9 a 11 anos. E agora estamos indo nas escolas, buscando orientar também os pais, porque a intenção não é estimular a iniciação sexual, mas sim prevenir que elas tenham a doença na vida adulta. E vale ressaltar que a eficácia da vacina é maior quando a menina ainda não tem vida sexual. Com isso há maior proteção”, declarou a enfermeira.

Confirma programação das datas de vacinação nas escolas, com devidas datas:

– UNIDADE DE SAUDE SANTOS DUMONT

ESCOLA MUNICIPAL ALMIRANTE TAMANDARÉ (17/06)

ESCOLA MUNICIPAL PROFESSORA MIRIAM SOARES CUNHA (24/06)

 – UNIDADE DE SAÚDE VILA GARCIA

ESCOLA MUNICIPAL JOAQUIM TRAMUJAS FILHO (17/06)

ESCOLA MUNICIPAL PROFESSORA FRANCISCA PESSOA MENDES (24/06)

 – UNIDADE DE SAÚDE VALADARES

ESCOLA MUNICIPAL IRACEMA DOS SANTOS (20/06)

ESCOLA MUNICIPAL GABRIEL DE LARA (13/06)

 – UNIDADE SAÚDE DA MULHER

ESCOLA MUNICIPAL PROF. EVA TEREZA A. CAVANI (DATA A DEFINIR)

ESCOLA MUNICIPAL LUIZ VAZ DE CAMÕES (14/06)

ESCOLA MUNICIPAL PRESIDENTE KENNEDY (DATA A DEFINIR)

ESCOLA MUNICIPAL PROF. ELOÍNA LOYOLA DE C. VIANA (15/06)

ESCOLA MUNICIPAL PRESIDENTE CASTELO BRANCO (16/06)

 – UNIDADE DE SAÚDE JARDIM ARAÇÁ

ESCOLA MUNICIPAL HUGO PEREIRA CORRÊA (24/06)

ESCOLA MUNICIPAL LEÔNCIO CORRÊA (13/06)

 – UNIDADE DE SAÚDE VILA DO POVO

ESCOLA MUNICIPAL PROF. BERTA RODRIGUES ELIAS (16/06)

ESCOLA MUNICIPAL INÁ XAVIER ZACHARIAS (17/06)

 – UNIDADE DE SAÚDE CAIC

ESCOLA MUNICIPAL PROF. EDINÉA MARIZE MARQUES GARCIA (24/06)

ESCOLA MUNICIPAL DR. ANÍBAL RIBEIRO FILHO (20/06)

ESCOLA MUNICIPAL PROF. NAYÁ CASTILHO (13/06)

 – UNIDADE DE SAÚDE SERRARIA

ESCOLA MUNICIPAL MARIA JOSÉ HENRIQUE TAVARES (15/06)

ESCOLA MUNICIPAL PRESIDENTE COSTA E SILVA (22/06)

 – UNIDADE DE SAÚDE VILA GUARANI

ESCOLA MUNICIPAL PROF. RANDOLFO ARZUA (17/06)

ESCOLA MUNICIPAL JOSÉ DE ANCHIETA (24/06)

 – UNIDADE DE SAÚDE ALEXANDRA           

ESCOLA MUNICIPAL TIRADENTES (DATA A DEFINIR)

 – UNIDADE DE SAÚDE JARDIM IGUAÇÚ  

ESCOLA MUNICIPAL ARMINDA DE SOUZA PEREIRA (23/06)

R$ 3 milhões de diferença, R$ 375 mil para drone? E mais informações da Câmara Municipal de Paranaguá

Na última sessão da Câmara teve desabafo e até questionamentos sobre R$ 375 mil reais que seriam usados para locação de drones. Confira um resume dos pronunciamentos dos vereadores que usaram da tribuna na sessão do último dia 09.

Comentários no facebook não passam despercebidos

vereador RicardoA última sessão da Câmara de Vereadores serviu para alguns “desabafos”. Entre eles, do vereador Ricardo que respondeu a comentários feitos em rede social chamando vereador de “pelego”, ou seja, de capacho. Ele não gostou (e quem gostaria?) e usou da tribuna para pedir mais respeito aos vereadores.

 

R$ 375 mil por drones?

vereador adalbertoO vereador Adalberto Araújo aproveitou para pedir informações sobre dispensa de licitação de 375 mil por locação de drones. “Não foi contratado porque foram pegos com a boca na botija”, disse o vereador . Ele ainda informou que o processo de dispensa foi homologado e chegou a prestar o serviço, mas não foi pago. “Só falta ser igual os ‘Palhaçudos’ que não pagaram até agora. Por quê a prefeitura não manda o contrato dos drones pra cá”, disse referindo-se ao Poder Legislativo.

“Não tem copo de água mineral na UPA, mas 375 mil para drone tem!” completou Adalberto, lembrando, ainda que um caso como esse pode incorrer no crime de improbidade administrativa.

Hospital João Paulo II fica aberto mas não atende na hora do almoço

vereador ivanDe acordo com o vereador Ivan da Fafipar, o agendamento no Hospital João Paulo II começa a ser marcado para às 12h, mas o atendimento só começa a partir das 13h. “Nesse intervalo fica o posto vazio. Não tem nem segurança” disse o vereador. “Quando começa atendimento de saúde na unidade da Vila Divinéia?” questionou.

Outro assunto abordado pelo vereador Ivan foi com relação à limpeza da Praça 29 de Julho, que teve seu nome alterado pela Prefeitura para Praça Mário Roque.  Ivan defendeu que o local seja mantido em boas condições e que o poder público possa arrumar os brinquedos para crianças que estão quebrados.

Pavimentação de ruas

vereador carlinhos da ilhaE o vereador Carlinhos da Ilha usou da tribuna para agradecer e informar sobre a pavimentação de ruas e serviços na Ilha dos Valadares, seu principal reduto eleitoral. Seu discurso seguiu a mesma linha de sua entrevista à TVCi, no quadro que mostra o trabalho dos vereadores.

R$ 3 milhões de diferença entre Fundações

vereador AdrianoJá o vereador Adriano Ramos quer entender a diferença de valores que o Executivo repassa às fundações municipais. E não estamos falando de pouca coisa.

Para a Fundação de Cultura foram R$ 316 mil num ano, para a Fundesportes foram R$ 353 mil e para a Fundação de Turismo foi a “bagatela” de R$ 3.8 milhões. O pedido de informações já foi encaminhado para a Prefeitura. Na última sessão, Adriano Ramos lembrou que o poder público solicitou mais 30 dias para responder.

Os 11 mitos do Aedes aegypti

aedes_do_bem_header-1170x808No país do futebol, com o aprofundamento das epidemias de dengue, Zika e chikungunya, o Aedes aegypti tomou conta do noticiário e já aparece quase tanto quanto a bola. Agora, além de o Brasil abrigar 200 milhões de técnicos, também tem 200 milhões de entomólogos – nome dado aos especialistas em insetos. Esse fenômeno popular ajuda que o inseto seja conhecido e discutido pela sociedade, mas gera margem para que algumas informações incorretas se disseminem. Por isso, o portal Aedes do Bem! convidou os entomólogos Cecília Kosmann e Guilherme Trivellato, da Oxitec, para detonar 11 mitos que vêm circulando no embalo das redes sociais. Veja abaixo quais são eles.

MITO Nº 1 – O Aedes aegypti não representa perigo fora da época de chuva

Não é verdade. O perigo até se reduz, mas continua presente. É verdade que fatores como o desenvolvimento, o comportamento e a sobrevivência dos mosquitos – assim como a dinâmica de transmissão de doenças – são fortemente influenciados pelo clima. Temperatura, precipitação e umidade são especialmente importantes. No Brasil, a estação chuvosa coincide com a época de temperaturas mais elevadas, então nessa época o país apresenta a combinação perfeita para a disseminação do mosquito: clima quente e abundância de criadouros.

Como o inverno brasileiro é uma estação mais seca e com temperaturas mais amenas, nessa época o número de criadouros tende a ser reduzido, diminuindo também a quantidade de mosquitos. Apesar de ser menos quente que o verão, nosso inverno não é frio o suficiente para interromper o ciclo de vida do mosquito, que continua a picar – e a transmitir doenças – mesmo fora da estação chuvosa.  Um exemplo disso foi a epidemia de dengue ocorrida na cidade de Campinas no interior do Estado de São Paulo no inverno de 2015.

MITO Nº 2 –  A picada do Aedes aegypti não dói nem deixa marca

Isso não vale como regra geral. Ao longo da sua evolução, o Aedes aegypti desenvolveu um coquetel salivar composto por basicamente três tipos de moléculas: anticoagulantes, vasodilatadoras e antiagregantes de plaquetas. Essas moléculas dificultam que o hospedeiro – no caso, o ser humano – perceba a picada, facilitando a ingestão de sangue por parte do mosquito. Apesar de diminuir a irritação, porém, esse coquetel molecular não é 100% eficiente em produzir uma picada indolor. A inoculação de saliva no tecido dérmico pode causar reações na pele, que variam desde pequenas irritações a grandes edemas, dependendo do grau de sensibilidade da pessoa e do tempo e intensidade da picada.

MITO Nº 3 –  O voo do Aedes aegypti não produz zumbido

Não é verdade. O que ocorre é que os mosquitos da espécie Aedes aegypti voam principalmente durante o dia, enquanto os pernilongos são mais ativos durante a noite. Como estamos deitados e parados, é mais fácil para o pernilongo do gênero Culex se aproximar de nós e, consequentemente, ouvimos seu zumbido com mais frequência.  Durante o dia estamos mais ativos, o que dificulta a chegada do mosquito Aedes aegypti até perto de nossos ouvidos. Para diversas espécies de insetos, o zumbido que ouvimos é o barulho das asas batendo e cada animal tem uma frequência de som específica. Essa diferença é tão marcante que existem equipamentos capazes de identificar a espécie do mosquito por meio do som que ele emite durante o voo.

MITO Nº 4 –  O Aedes aegypti só põe ovos em água limpa

É um mito. Comparado com os pernilongos do gênero Culex, o Aedes aegypti tem uma preferência maior, não absoluta, por água limpa, com menor teor de matéria orgânica e sais. Apesar de sabido que um aumento na salinidade da água reduz a oviposição – ou seja, diminui a incidência de ovos colocados pelas fêmeas do mosquito – alguns países asiáticos já registraram o desenvolvimento de larvas em água salobra. No Brasil sabemos que pequenas doses de bactéria na água a tornam ainda mais atraente para as fêmeas do Aedes aegypti. É importante destacar esse comportamento, já que normalmente a população está condicionada a procurar e eliminar somente os potenciais criadouros compostos por água limpa, dificultando o controle do mosquito.

MITO Nº 5 –  A mudança climática está deixando o Aedes aegypti mais “forte” e mais “longevo”

Não é bem assim. O aquecimento global pode alterar a forma de expansão das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti no sentido de que o aumento da temperatura em uma região pode ampliar a área de distribuição do mosquito. Por exemplo: se uma região é muito fria para que o mosquito se estabeleça, um aumento de temperatura no local pode fazer com que ele venha a se estabelecer.  Mas não há evidência de que a mudança climática tenha mudado o comportamento da espécie como um todo.

A temperatura da água pode influenciar o tempo total de desenvolvimento da larva do mosquito. Criadouros com temperaturas mais altas tendem a conter larvas que irão se desenvolver mais rapidamente do que aqueles com temperaturas mais baixas, o que não quer dizer que o mosquito irá viver mais tempo ou ser mais “forte”

 MITO Nº 6 –  Gotinhas de água sanitária matam a larva do mosquito em vasos de plantas

De todos os mitos, esse é o menos “mito”. Quando colocados na água, certos produtos podem afetar o desenvolvimento das larvas. Apesar de a água sanitária ser uma dessas substâncias – e das mais eficientes – vale lembrar que o sucesso desse método varia conforme a concentração do produto em questão. Ao adicionarmos substâncias à água, estamos aumentando a sua concentração de sais. Quando criada em um ambiente com maior concentração de sais do que a encontrada em seu próprio corpo, a larva perde água para o meio até o momento em que é dessecada e morre de tanto perder umidade.

MITO Nº 7 – O plantio de flores crotalárias afasta o mosquito

Esse é um dos mitos mais nocivos sobre o combate ao Aedes aegypti. As flores de diversas espécies de plantas do gênero Crotalaria apresentam coloração amarela e são atrativas para inúmeras espécies de insetos polinizadores. Dentre eles, as libélulas.  Ninfas (estágio da libélula entre o ovo e a fase adulta) ocorrem em lagoas e outros cursos d´água e são predadoras naturais de larvas de mosquitos em geral. Em tese, elas poderiam ajudar no combate às larvas, mas os criadouros de ninfas são sempre naturais; eles não são encontrados em ambientes artificiais, como pratinhos de vasos de plantas ou caixas d’água. Em outras palavras, as ninfas comedoras de larvas estariam ausentes justamente no tipo de habitat preferido pelo Aedes aegypti, inseto que está sempre perto de humanos, encontrado quase que exclusivamente dentro ou ao redor de moradias. Apesar de o encontro entre libélulas e Aedes aegypti ser improvável de acontecer no ambiente urbano, cidades do interior de São Paulo, como Sorocaba e Capivari, já criaram projetos de lei que previam o uso de recursos públicos no cultivo de crotalárias, mesmo sem que sua eficácia no combate ao mosquito fosse comprovada.

MITO Nº 8 –  O Aedes aegypti não frequenta lugares com mais de 1,5 metro de altura

Frequenta, sim. Mosquitos preferem colocar ovos em alturas de até 1,5m. Isso é um fato. Porém, quando surge a necessidade de buscar alimentos e parceiros para a cópula – ou até mesmo a necessidade de colocar ovos –, eles podem ser encontrados em locais mais altos. A prova disso é que não é difícil encontrar criadouros em caixas d´água e calhas, bem acima de 2,5 metros de altura. Algumas pessoas dizem ainda que apartamentos em andares mais altos estão livres da presença do Aedes aegypti, mas isso também é um mito, já que que o mosquito pode subir pelo elevador.

MITO Nº 9 –  O ar-condicionado mata o Aedes aegypti

Não é verdade. Insetos são organismos pecilotérmicos, ou seja, animais de sangue frio que têm a temperatura do corpo regulada pelo ambiente. Locais mais frios diminuem a sua atividade, fazendo com que eles voem menos e, consequentemente, piquem menos – até o crescimento das larvas pode ser atrasado em um ambiente frio. Apesar disso, a temperatura de um ambiente climatizado por um ar-condicionado dificilmente será suficiente para matar o Aedes aegypti.

MITO Nº 10 – O Aedes aegypti só pica durante o dia

Não é verdade. O Aedes aegypti habita áreas urbanas e sempre fica perto de sua principal fonte de sangue: o homem. Ele é um mosquito doméstico, altamente associado com o ser humano,  e vive dentro ou ao redor de casas e outros locais frequentados por pessoas, como estabelecimentos comerciais e escolas. Suas picadas se concentram durante o dia pois ele se alimenta do sangue humano ao amanhecer e ao entardecer. Ele pode, porém,  picar à noite também já que nesse período o ser humano está menos ativo e o acesso do mosquito ao sangue é facilitado. Outro fator que motiva a atividade noturna do Aedes aegypti em áreas urbanas é a grande quantidade de luz elétrica, fato que estende o período de atividade da espécie.

MITO Nº 11 –  Todo mosquito pica

Não é verdade. Seja qual for a espécie do mosquito, somente as fêmeas irão picar humanos, pois precisam do sangue para maturação de seus ovos. Machos se alimentam de soluções vegetais açucaradas e, mesmo se quisessem, não poderiam picar: ao contrário do aparelho bucal das fêmeas, os machos não apresentam total desenvolvimento das peças básicas para penetrar a pele do hospedeiro, fato que os impede de perfurar tecidos animais e vegetais. É por isso que eles se limitam a sugar líquidos açucarados, como o néctar das flores.

As perguntas foram respondidas por Cecília Kosmann e Guilherme Trivellato, supervisores de produção e ensaios de campo da Oxitec.

Fonte: http://aedesdobem.com.br/ciencia/os-11-mitos-do-aedes-aegypti/?utm_campaign=Aedes&utm_medium=Link&utm_source=Facebook&utm_content=Ciencia&utm_term=Brasil

Só frio abaixo de 8 graus acabaria com mosquito Aedes

Contra a dengue: só mudança de comportamento

propaganda lixoDurante entrevista coletiva concedida por representantes de segmentos do Município e do Estado, foi lembrado que seriam necessárias três semanas, com frio intenso, registrando temperaturas abaixo de 8 graus, para que houvesse o extermínio do mosquito Aedes Aegypti.

Segundo Ilda Nagafuti, diretora da 1ª Regional de Saúde, o governo do Estado tem compromisso com a questão da saúde e a equipe está buscando melhores condições à população de Paranaguá e do Litoral.

“Só lembrando que estamos trabalhando com a mudança de comportamento da população e isso é um processo longo”, destacou a diretora da 1ª Regional de Saúde.

Ilda Nagafuti fez referência às ações que a população precisa continuar mantendo, no que diz respeito à acabar com focos de água parada, onde o mosquito possa encontrar lugar adequado para sua proliferação.

Também é importante lembrar que um ovo do mosquito pode durar 450 dias para eclodir, ou seja, por mais de um ano, o mesmo ovo pode ficar num canto com água parada e pode vir a eclodir.

Por isso é tão importante que as pessoas eliminem todos os focos de água parada.

Jogar um copo plástico na rua também é um grande erro. Este copo, ou pacote de salgado ou outros materiais jogados na rua podem se transformar em focos do mosquito com a chuva. É por isso que, além de evitar focos de água parada em casa (limpando calhas, vasos de plantas, garrafas de bebida, etc) também é importante não jogar lixo na rua!

Litoral tem 4 casos de óbitos pela gripe H1N1

Dois casos de falecimento foram registrados em Paranaguá

Lavar as mãos com frequência é uma forma de prevenir a gripe

Lavar as mãos com frequência é uma forma de prevenir a gripe

O boletim divulgado nesta quarta-feira (8) pela Secretaria de Estado da Saúde mostra que desde o início do ano foram registrados 602 casos de gripe no Estado, sendo 93,7% de H1N1 (564 casos).

A partir de agora, os números divulgados serão referentes a casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), caracterizadas por quadros da doença que demandaram a internação do paciente. Isso vai mostrar com mais clareza o número de casos de agravamento da gripe.

Até esta semana foram confirmadas 74 mortes por gripe no Paraná, registradas em 18 Regionais de Saúde. Do total de óbitos, 94,6% são decorrentes da Influenza A (H1N1). “Atualmente, o H1N1 é o vírus que apresenta maior circulação no Estado. Já temos casos confirmados nas 22 Regionais de Saúde”, informa Julia Cordellini.

A região do Litoral do Paraná tem 4 casos de óbitos confirmados. Dois casos foram em Paranaguá. Um caso aconteceu em Antonina e outro em Guaratuba.

A cidade com maior número de casos, no Paraná, é Foz do Iguaçu com 7 óbitos.

PREVENÇÃO – Para evitar a gripe, é recomendado lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar e ao chegar da rua. Outra orientação é cobrir a boca e o nariz com um lenço descartável quando for tossir ou espirrar.