É grande a expectativa entre hoje e os próximos dias, especialmente, para quem vive da atividade portuária, sobre a decisão que a Secretaria Especial de Portos deverá tomar com relação à famosa poligonal.
Paranaguá deverá ter nova audiência pública.
Uma manifestação organizada pelas redes sociais obstruiu totalmente a BR 277 próxima ao Porto de Paranaguá. Motoristas de caminhão autônomos e ligados a cooperativas e sindicatos fizeram um protesto queimando pneus em função das multas emitidas pela Guarda Municipal de Paranaguá. Por determinação do Ministério Público do Trabalho, a prefeitura está aplicando a lei de trânsito de forma intensa no que se refere ao estacionamento em lugares impróprios. O MP entendeu que os caminhões estavam causando transtorno no trânsito nos arredores da área portuária em função dos estacionamentos irregulares.
De acordo com o presidente da Cooperativa Mista e de Transporte de Fertilizantes, Sal, Corrosivos e Derivados do Litoral (Coopadubo), Luiz Henrique Castanho Coelho, em menos de uma semana foram mais de 80 multas emitidas. “Tem motorista que teve a carteira suspensa e não consegue mais trabalhar. Estão multando até caminhões estacionados dentro de casa. A arbitrariedade no cumprimento da lei gerou revolta e fica difícil controlar os ânimos, uma vez que o movimento não tem uma liderança, nasceu da insatisfação generalizada”, afirmou.
A pista foi liberada por volta das 10h pelo Corpo de Bombeiros. A manifestação não prejudicou as operações portuárias, apenas causou lentidão no acesso ao cais comercial pela Avenida Ayrton Senna da Silva.
A Appa vem realizando diversas reuniões com operadores portuários, sindicatos, prefeituras e representantes da sociedade organizada para discutir a necessidade da criação de espaços próprios para acondicionamento de caminhões. “Temos registrado aumento sistemático da movimentação de mercadorias e, com isso, aumenta proporcionalmente o fluxo de caminhões. Para que o porto tenha uma relação harmônica com a cidade, é preciso organizar estes caminhões. Já existem empresas se mobilizando para construir seus pátios e evitar transtornos desta natureza”, disse o superintendente dos portos do Paraná, Luiz Henrique Dividino.
Segundo o site CorreioWeb, haverá vagas para Brasília (sede), Belém, Manaus, Porto Velho, Fortaleza, Recife, Salvador, São Luís, Santos, Vitória, Florianópolis, PARANAGUÁ e Porto Alegre.
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) deve lançar edital de concurso público com 143 vagas até o dia 21 de julho. A informação foi divulgada ontem, pelo site CorreioWeb.
De acordo com a publicação, haverá vagas para Brasília (sede), Belém, Manaus, Porto Velho, Fortaleza, Recife, Salvador, São Luís, Santos, Vitória, Florianópolis, PARANAGUÁ e Porto Alegre.
A banca organizadora ainda não foi contratada, mas, segundo o CorreioWeb, as vagas serão distribuídas da seguinte maneira: 52 para especialista em regulação de serviços de transporte aquaviários, 17 para analista administrativo, 55 para técnico em regulação de serviços de transporte aquaviários e 19 para técnico administrativo.
Os próximos dias devem confirmar se a informação é “quente”.
O último concurso realizado pelo órgão teve seu resultado divulgado em dezembro de 2009. Na ocasião, foram 140 vagas e a remuneração oferecida foi de R$ 8.389,60 para especialista, R$ 8.389,60 para analista, R$ 4.205 para técnico em regulação e R$ 4.190 para técnico administrativo.
Como parte de seu projeto de investimento e expansão no País, a Mosaic Fertilizantes, maior produtora global de fosfatados e potássio combinados, anunciou ontem, o início das operações do novo guindaste no terminal portuário da Fospar, em Paranaguá.
A expectativa é que esta nova aquisição aumente a confiabilidade e eficiência no recebimento de fertilizantes no terminal. Além disso, a previsão é de que o equipamento apresente uma maior produtividade comparado ao guindaste anterior. A partir de agora a Fospar, unidade administrada pela Mosaic, conta com dois equipamentos de ponta.
“Este é um investimento muito importante para a otimização das atividades do terminal portuário da Fospar e reflete o comprometimento da empresa com o desenvolvimento do país”, afirma o gerente de porto da Mosaic, Ronaldo Sapateiro.
Em fevereiro deste ano, a Fospar anunciou a chegada do milésimo navio ao seu terminal. O porto de Paranaguá é o principal ponto de descarga de fertilizantes do Brasil, recebendo 42% das importações desse produto. No terminal da Fospar atracam de sete a dez navios por mês, sendo que cada embarcação transporta em média 30 mil toneladas de fertilizantes.
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) abre nesta terça-feira (27) a exposição “Riquezas da Mata Atlântica”. A ação, realizada em parceria com o Museu de História Natural de Curitiba, abre a programação especial desenvolvida para comemorar o Dia da Mata Atlântica e o Dia Internacional do Meio Ambiente.
Na ocasião, a diretora administrativa-financeira da Appa, Jacqueline Wendpap, fará o lançamento oficial da programação que inclui um concurso fotográfico com o tema “Porto e Sustentabilidade”; sessões de cinema para estudantes, com a exibição de curtas metragens com a temática ambiental e um passeio ciclístico no dia 8 de junho.
As ações culminam com a Semana do Meio Ambiente promovida pela Prefeitura de Paranaguá, no Aeroparque. O secretário Municipal de Meio Ambiente, Antonio Ricardo dos Santos, também participará do evento, para apresentar a programação desenvolvida pela prefeitura.
Serviço
Abertura da exposição “Riquezas da Mata Atlântica”
Quando: 27/05 (terça-feira), às 10h.
Local: Hall de entrada da sede administrativa do Porto de Paranaguá (Ayrton Senna da Silva, 161)
Abrindo a programação especial da Semana do Meio Ambiente, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) está promovendo o Concurso Fotográfico “Porto e Sustentabilidade”.
Voltado para fotógrafos amadores, o concurso visa despertar o interesse da comunidade parnanguara e paranaense na produção criativa a partir da realidade local, sensibilizando a importância da relação harmoniosa entre sociedade e natureza.
O projeto integra o Programa de Comunicação Social para o Meio Ambiente desenvolvido pela Appa desde o final do ano passado. “Nunca o porto realizou tantas ações voltadas ao meio ambiente e também a integração com a comunidade. Este concurso é mais uma ação que integrará uma ampla programação que estamos desenvolvendo para comemorar o dia mundial do meio ambiente”, explica o diretor empresarial da Appa, Lourenço Fregonese.
Qualquer pessoa, acima de 18 anos, pode inscrever uma foto no concurso. As inscrições podem ser feitas pelo site da Appa até o dia primeiro de junho. Serão selecionadas cinco fotos, sendo três delas por um júri técnico, uma por votações através do site do Porto e pelo Facebook e uma menção honrosa.
O resultado será anunciado na feira da Semana do Meio Ambiente, no dia 08 de junho, no Aeroparque, em Paranaguá. A lista das fotos vencedoras também ficará disponível no site dos programas de gestão ambiental da Appa (www.portoambiental.appa.pr.
O regulamento do concurso está no link www.portoambiental.appa.pr.
O financiamento por parte do BNDES do Porto das Rochas, um megaempreendimento no Uruguai, tem tudo para ser mais um duro golpe contra o Paraná, estado já fortemente prejudicado pelo descaso de ações do governo federal. Caso se concretize, a obra fará concorrência direta com portos da região Sul do Brasil, em especial o maior deles, Paranaguá, cuja capacidade seria metade do irmão uruguaio.
Enquanto Pepe Mujica, presidente uruguaio, comemora a notícia dando declarações de que 80% da construção será financiada pelo Brasil, a Secretaria dos Portos do governo federal garante tudo não passa de um apoio técnico. Em nota, o BNDES reiterou que não está analisando nenhum pedido de financiamento uruguaio. Até o momento, o Itamaraty não confirmou nem negou a informação.
Segundo a revista Amanhã, a ideia de um financiamento brasileiro para a construção do Porto das Rochas está sendo fortemente criticada pelo setor de logística. Mesmo um simples “apoio técnico” não é visto com bons olhos por dirigentes do setor, que vem sofrendo com a falta de um sistema de ramais aquaviários adequado, além de enfrentarem inúmeros obstáculos – impostos pelo próprio governo federal – de infraestrutura para a sua expansão.
“Existem questões técnicas e legais que estão trancando o processo de expansão. Faltam serviços de dragagem, os custos são elevados, existe muita burocracia. Enfim, uma montanha de problemas e o que nos aparece? Um porto que vai competir com os da região sul e sendo financiado pelo governo”, dispara Wilen Manteli, presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP).
De acordo com Manteli, caso a construção do terminal de Rocha se confirme, não só Paranaguá (PR), mas também os portos de Itajaí (SC) e Rio Grande (RS) terão seu papel modificado na rota comercial internacional,
“A tendência é virarem apenas meros portos auxiliares, pois os navios de longo curso vão acabar aportando no terminal uruguaio. Afinal, estarão perto da África e da Ásia, onde há muito potencial de comércio”, prevê.
Cadastro serve para acessar a faixa primária e demais recintos alfandegados do Porto
Desde o dia 15, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) realiza a atualização do cadastro de todas as empresas que operam ou prestam serviços, com necessidade de acessar a faixa primária e demais recintos alfandegados do Porto de Paranaguá. Nos próximos 60 dias, a ficha preenchida e os documentos devem ser entregues para a Guarda Portuária.
A convocação teve início no último dia 15 e é regulamentada pela Ordem de Serviço 038/2014. Devem renovar o cadastro os proprietários e/ou funcionários destas empresas, para que possam ter acesso, circular e permanecer, nas áreas do Porto Organizado, para realização das respectivas tarefas relacionadas à atividade das mesmas.
Conforme orienta a OS, após este prazo as empresas que não efetuarem a atualização terão os crachás de seus funcionários bloqueados.
Como explica o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, esse trabalho é a continuidade ao cumprimento das exigências contidas na Portaria 030/2012, da Receita Federal. “Com essa atualização, também atendemos às recomendações do Ministério Público Federal e mantemos atualizada a base de dados do sistema de controle da Appa”, afirma.
O modelo e as exigências para este cadastramento estão disponíveis em um banner específico, localizado à direita, na página da Appa na internet: www.portosdoparana.pr.gov.br. Em caso de dúvida, as empresas podem entrar em contato com a Guarda, pelos telefones (41) 3420-1226 ou 1135 ou pelo email guapor.contato@appa.pr.gov.br
Cerca de 50 trabalhadores, da categoria dos auxiliares de serviços gerais, fizeram um protesto em frente ao Palácio Taguaré, sede da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) na segunda-feira (31).
Eles requerem o pagamento da indenização referente a supressão das horas extras, que causou uma perda salarial em, aproximadamente, 50%.
Tal pagamento, segundo os trabalhadores, foi prometido pela Appa em um Termo de Ajuste e Conduta (TAC) assinado com o Ministério Público (MP), “porém ainda não foi cumprido pela Administração”, disse.
Nova manifestação
Ontem o protesto se repetiu. Com pneus queimados, cerca de 80 trabalhadores fecharam a Avenida Ayrton Senna, devido a negativa das reivindicações que foram levadas por representantes da categoria, no Ministério Público do Trabalho.
A avenida que dá acesso ao Palácio Taguaré, sede da APPA, ficou fechada por aproximadamente 1 hora. Policiais militares, da Guarda Portuária e Corpo de Bombeiros estiveram acompanhando as ações. Os trabalhadores prometem realizar os protestos por tempo indeterminado, até que os trabalhadores recebam uma resposta por parte do Governo.
Segundo o presidente do SINTRAPORT – Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários, Orlei de Souza Miranda, eles aguardam uma audiência, ainda esta semana, com o Governador Beto Richa. O protesto não impediu o funcionamento do Porto e os trabalhadores que estavam na escala trabalharam normalmente.
Fotos publicadas no jornal Diário do Comércio de Lisane Albini e Josias Oliveira.
A Polícia Militar de Paranaguá registrou queda de 95% nos casos de abertura de bicas de caminhões, no entorno do Porto de Paranaguá. Mesmo com alta na movimentação de caminhões no porto – no primeiro bimestre foram 56 mil caminhões graneleiros que passaram pelo Pátio de Triagem – apenas quatro ocorrências desta natureza foram registradas na Polícia. Antes da campanha que orienta caminhoneiros, a PM chegava a receber nove casos por dia.
Segundo o capitão Nelson Gonçalves, responsável pelo Pelotão Portuário da unidade, nos últimos três anos, o crime só vem diminuindo. “Em janeiro, registramos apenas duas ocorrências deste tipo e outras duas em fevereiro. Ou seja, perto da quantidade de caminhões que o Pátio de Triagem recebeu, este ano, o número de ocorrência é insignificante. Porém, estamos atentos”, afirma Gonçalves.
Aliado às operações da Polícia Militar que estão sendo constante, o trabalho de comunicação da Appa, que foi reforçado com o início Operação Safra, também ajuda a combater esse crime.