Antaq ordena nova licitação da área da Bunge em Paranaguá

porto_de_paranaguaA Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) declarou extinto o contrato de arrendamento da Bunge Alimentos no Porto de Paranaguá, mas autorizou a assinatura de um novo aditivo com validade de 180 dias para que, neste prazo, sejam realizadas novas licitações, já dentro das normas da polêmica Medida Provisória 595.

A resolução foi publicada no Diário Oficial da União de ontem.

A Antaq ressaltou que o poder para a assinatura desses contratos está agora com a Secretaria de Portos da Presidência da República. Antes da edição da chamada MP dos Portos essa era uma tarefa das autoridades portuárias locais. Em outras palavras, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) agora deve apenas subscrever o que for determinado em Brasília.

A Bunge já oficializou junto à autoridade portuária sua disposição em continuar a desenvolver suas atividades no local, investindo em modernização e ampliação. A empresa é uma das principais exportadoras de grãos do Brasil.

Porto de Paranaguá é multado pela Antaq

Antaq multa quatro operadoras de portos no total de R$ 1,02 milhão

Valor

porto-de-paranaguc3a1

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) aplicou multa no total de R$ 1,026 milhão, a quatro operadoras de portos no país. A superintendência do porto de Itajaí (SC) recebeu a multa maior, de R$ 500 mil.Segundo os atos publicados na edição de hoje do “Diário Oficial da União”, as penalidades foram aplicadas por descumprimento a regras da Antaq, a maioria relacionadas a questões trabalhistas.

A administração de portos paranaenses de Paranaguá e Antonina (Appa), por sua vez, foi multada em R$ 370 mil por cinco infrações. A Companhia Docas de Santana, do Amapá, foi penalizada em R$ 150,75 mil por duas infrações, e a Dobrovolski Blank e Blank terá que pagar R$ 5 mil.

As multas foram aplicadas por Pedro Brito, diretor-geral substituto da Antaq. Recursos apresentados pelas empresas contra as penalidades foram negados, no nível administrativo, pela Antaq.

Parceria com Argentina vai aumentar em 25% movimentação em Paranaguá

Representantes do Porto argentino com governador, superintendente do porto de Paranaguá e secretário de Infraestrutura

Representantes do Porto argentino com governador, superintendente do porto de Paranaguá e secretário de Infraestrutura

O Porto de Paranaguá estuda uma parceria técnica com o Porto de Santa Fé, província argentina, para a cooperação em operações de carga. O projeto foi apresentado ontem (26) ao governador Beto Richa por representantes de ambos os governos. Com a parceria, Paranaguá pode ampliar em 25% sua movimentação.

Beto Richa disse que o porto de Santa Fé é um importante parceiro para a expansão de Paranaguá. “Para nós, paranaenses, é motivo de orgulho cooperar com os argentinos e ampliar os laços comerciais e culturais entre o estado e o país vizinho”, destacou o governador.

Localizado em uma grande zona de produção de soja, carne e lácteos, o novo Porto Fluvial de Santa Fé irá concentrar (por ser o último porto fluvial da faixa de hidrovia na região) grande parte das produções do Norte da Argentina, Sul do Brasil, Paraguai e Bolívia. Os navios de cargas em Santa Fé seguiriam para Paranaguá, onde completariam suas cargas e partiriam para os países de destino.

“O Porto de Santa Fé é um porto irmão. Ele tem as mesmas características de movimentação de cargas. Muitas vezes um navio inicia um embarque na Argentina e termina aqui, em Paranaguá. Vamos fazer deles portos complementares”, explicou Luiz Henrique Dividino, superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

“Nosso porto é o sócio ideal para o crescimento que o Porto de Paranaguá está tendo. Nós calculamos que, sobre o total movimento que tem o Porto de Paranaguá, nosso terminal pode aportar cerca de 25% as movimentações em Paranaguá”, destacou o presidente do Porto de Santa Fé, Marcelo Vorobiof.

Um grupo, com membros de ambos os portos, foi criado para redigir um documento com especificações e atributos da parceria. O documento deve ser apresentado ao governador Beto Richa nos próximos dias.

5 mil trabalhadores cruzaram os braços em Paranaguá

Estivadores e trabalhadores de outros sindicatos paralisaram serviços hoje

Estivadores e trabalhadores de outros sindicatos paralisaram serviços hoje

Acordo entre os sindicatos e o governo federal, feito agora a pouco, determina o fim da greve. Os trabalhadores portuários concordaram contanto que não haja nenhum lançamento de edital de licitação até o dia 15 de março.

A paralisação foi feita em protesto à Medida Provisória 595 que envolve a licitação de terminais privados em portos brasileiros. “Vão acabar com a nossa mão-de-obra. Se nascer portos novos, nós não vamos entrar pra ser a mão-de-obra”,  disse o secretário do Sindicato dos Estivadores, Oziel de Souza.

Sindicatos ameaçam realizar greve contra MP dos portos

Porto-de-ParanaguáTrabalhadores portuários marcaram paralisações em portos de todo o Brasil na sexta-feira e na terça-feira da próxima semana para protestar contra mudanças que o governo quer implementar nos portos por meio da Medida Provisória 595.

Nove categorias de trabalhadores portuários devem alterar hoje mesmo os trabalhos no porto de Santos.

A oposição dos trabalhadores à medida provisória ocorre porque ela permite que terminais instalados fora dos portos públicos tenham um modelo diferente de contratação e gestão de mão de obra.

Pela MP, editada em 5 de dezembro, eles poderão contratar todos os funcionários a partir da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

Para os terminais que operam dentro dos portos públicos (como os de Santos, Paranaguá e Rio de Janeiro), a regra é outra: eles são obrigados a contratar mão de obra avulsa para movimentar cargas dentro dos navios. Funcionários efetivos só podem trabalhar em terra.

O temor dos manifestantes é que a diferença nas regras torne os portos privados mais vantajosos que os públicos. Com isso, os trabalhadores avulsos perderiam serviço.

MODELO

Essa “reserva de mercado” tem origem há várias décadas e provocou distorções.

Até 1993, os sindicatos exerciam o poder de definir quem, quando, quantas vezes e onde um trabalhador avulso seria escalado.

Nesse ano, foi promulgada a lei nº 8.630, que tentou eliminar essa influência exigindo que a mão de obra avulsa fosse contratada apenas por meio de um órgão específico, o Ogmo (Órgão Gestor de Mão de Obra). Segundo o Ministério Público do Trabalho, o efeito foi nulo: os sindicatos continuaram exercendo influência sobre o Ogmo.

O MPT afirma que grande parte dos atuais 23 mil trabalhadores avulsos (eram 40 mil em 1993) recebe um salário mínimo por mês, enquanto um pequeno grupo é beneficiado com remuneração de até R$ 30 mil mensais.

São cifras que superam em muito valores pagos a profissionais valorizados, como os operadores de guindaste ou de empilhadeira, cuja renda é de R$ 5.000 por mês.

Os privilégios acontecem porque há “fraude no rodízio dos trabalhadores”, segundo Maurício Coentro, coordenador nacional de trabalho portuário e aquaviário do MPT. Alguns poucos são escalados sempre para funções mais bem remuneradas, enquanto a maioria fica com funções menos valorizadas.

Em 2012, o MPT tentou impor um sistema eletrônico de rodízio, com jornada de 6 horas e descanso de 11 horas. O sistema garantiria isonomia: todos trabalhariam nos terminais de contêineres (onde a remuneração é melhor) e nos de sacarias de açúcar (onde ela é pior). Uma reação dos sindicatos, no entanto, impediu a adoção do sistema.

Porto de Paranaguá pode ser concedido à iniciativa privada

IMG_0799A Secretaria de Portos da Presidência da República divulgou, nesta semana, a lista de 159 terminais em Portos Marítimos Organizados que poderão ser licitados dentro das condições previstas na Medida Provisória 595.

A MP dos Portos, em tramitação no Congresso, trata, entre outros itens, da concessão dos portos à iniciativa privada.

A relação traz terminais como Belém-Miramar, na Região Norte; Aratu, Cabedelo e Suape, no Nordeste; Santos, no Sudeste; e Itajaí e Paranaguá, no Sul.

Segundo o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino, as licitações serão feitas em blocos e a primeira incluirá pelo menos dez áreas de arrendamento já vencidas nos portos de Santos (SP) e do complexo de Belém (PA). “A ideia é fazer essa licitação no primeiro semestre”, disse Cristino, após reunião com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

Entre os 159 terminais que o governo quer licitar, 42 são novos e o restante são áreas existentes cujos contratos de arrendamento já venceram ou vencem até 2017. As licitações serão obtidas por quem oferecer o menor preço para transportar a maior quantidade de carga.

Os empreendimentos foram agrupados em quatro blocos –Norte, Nordeste, Sudeste e Sul– e incluem, por exemplo, a “Área do Meio”, terreno de 245 mil metros quadrados em Itaguaí (RJ), alvo do interesse de empresas como as siderúrgicas Usiminas e ArcelorMittal para escoar produção de minério de ferro. Segundo o ministro, esse terminal deve ser leiloado até o fim deste ano.

Pelo plano de investimento de 54,2 bilhões de reais em portos anunciado pelo governo no fim do ano passado, os contratos de concessão de portos organizados e arrendamentos de instalação portuária terão prazo de até 25 anos, prorrogáveis por uma única vez por igual período.

A lista de empreendimentos pode ser acessada em: http://www.portosdobrasil.gov.br/evteas

Porto de Paranaguá terá novos shiploaders

Serão adquiridos quatro novos carregadores de navios com capacidade de embarque de 2 mil toneladas por hora. O ganho operacional estimado é de 60%

IMG_3891O governador do Paraná, Beto Richa, autorizou nesta semana a abertura do processo licitatório para a compra dos novos shiploaders (carregadores de navios) do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá. Serão adquiridos quatro novos equipamentos que ampliarão a capacidade de carregamento dos navios em 60%.

“Essa será a segunda remodelação que o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá recebe em 40 anos, mas a primeira deste porte com a substituição de grandes carregadores de navios. Estamos trabalhando para que o nosso porto seja ainda mais eficiente e atenda com excelência os usuários”, afirmou o governador Beto Richa.

 

Para o secretário de infraestrutura e logística, José Richa Filho, a modernização do Corredor de Exportação vai agilizar o escoamento de cargas, impulsionando ainda mais as exportações. “Durante anos não se fez investimentos deste porte em Paranaguá. Com os novos carregadores, preparamos o porto para o futuro e estaremos aptos a atender estas super safras com ainda mais eficiência”, disse.

Os novos shiploaders terão capacidade nominal para embarcar duas mil toneladas de grãos por hora. Os equipamentos hoje existentes no Corredor têm capacidade nominal de 1500 toneladas/hora. No entanto, por serem muito antigos, conseguem embarcar, em média por hora, cerca de 1200 toneladas. “Teremos um ganho de 800 toneladas hora por shiploader, que nos dará um aumento de produtividade na casa dos 60%”, explica o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

“Faremos as substituições dos shiploaders de maneira gradativa, obedecendo a um cronograma que evitará a paralisação das operações.  Acreditamos que para a próxima safra, já tenhamos pelo menos um dos novos equipamentos em pleno funcionamento no Corredor de Exportação”, explica o superintendente.  O prazo total para a instalação dos quatro shiploaders é de 22 meses.

Negociações à vista são retomadas em Paranaguá

001Negociações de soja no Porto de Paranaguá foram retomadas na semana passada, após quatro meses sem efetivações de pronta entrega, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, Cepea.

Tudo indica que a partir de agora essas negociações spot se intensifiquem. Nos registros de line-up, há bons volumes a ser embarcados pelos portos de Santos (SP), São Francisco do Sul (SC) e especialmente por Paranaguá.

Agora, os preços do interior devem ser ajustados considerando-se a base no porto. Com o início da colheita em algumas regiões e problemas climáticos em outras, chamam a atenção às oscilações distintas de preços entre regiões, algo incomum no mercado de soja, mas que tem sido observado desde o início deste ano.

Segundo pesquisadores do Cepea, em boa parte do Cerrado, as condições climáticas foram desfavoráveis no início do cultivo, criando expectativa de redução da produtividade.

Por outro lado, chuvas frequentes especialmente em Mato Grosso e baixa umidade no Sul do Brasil e em boa parte da Argentina prevalecem na formação de preços nessas regiões.

Portos paranaenses se preparam para nova safra recorde de soja

Porto de ParanaguáCom previsão de novo recorde na safra de grãos, os portos do Paraná se preparam para atender a demanda que, em 2013, deve ser intensa já a partir de janeiro. Com os terminais que atuam no Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) adota medidas para que a safra escoe com segurança e tranqüilidade.

Entre as ações, está a campanha de orientação dos caminhoneiros quanto às novas rotas para a descarga. “As novas rotas começaram a valer em dezembro, mas é preciso reforçar. Por isso, vamos distribuir os mapas nas praças de pedágio e, em outdoors, lembrar que se todos fizerem sua parte, não teremos problemas durante a safra. Sem filas, garantimos o bom fluxo dos grãos e reduzimos a espera – tanto em terra quanto no mar”, afirma o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.