Aulas na Unespar/Paranaguá não têm prazo para começar

Obra no prédio está paralisada e não há como iniciar ano letivo nas condições atuais. Professores entram em greve

capa- unesparAs aulas na Unespar – Campus de Paranaguá deveriam começar no próximo dia 19 de fevereiro, porém, o prazo não será cumprido porque a sede está com obras paralisadas porque a empresa está com pagamentos em atraso por parte Governo do estado do Paraná.

De acordo com o cronograma, as obras já deveriam ter sido concluídas, porém o atraso foi confirmado, provocando ainda o adiamento do ano letivo.

Salas e banheiros estão com piso quebrado, sem nenhum tipo de acabamento, fazendo com que não estejam em condições de uso.

O Centro de Áreas, dirigido pela professora Mary Falcão,tomou a iniciativa de convidar a imprensa local para demonstrar a situação da Instituição frequentada por professores, agentes universitários e estudantes.

A coletiva com a imprensa foi realizada com o objetivo de buscar ajuda dos veículos de comunicação para explicar à sociedade e aos acadêmicos o motivo do adiamento das aulas.

O diretor da instituição, Mauro Stival, explicou a dificuldade em começar o ano letivo nas atuais condições. “Verificamos a possibilidade de ter aulas em três escolas estaduais, mas seria necessário pessoal para limpeza e fechamento dos estabelecimentos e não temos condições de atender esta necessidade”, destacou Stival.

As obras começaram em 2014 para recuperação de 17 salas de aula. “Não há previsão do começo das aulas. As obras, sendo iniciadas, levarão em torno de dois meses para acabar”, finalizou.

 

Greve

Os professores e funcionários da Unespar também entram em greve hoje como forma de reivindicar a falta de pagamento de 1/3 de férias, reforma na previdência, ataque à universidade pública com corte de recursos.

A informação foi confirmada pelo presidente da seção sindical dos docentes universitários, João Guilherme Souza Correia. A recepção aos alunos, no dia 19, seria feita com informações, mas o diretor já informou que as aulas não serão iniciadas na próxima semana.

A greve foi decidida na assembleia realizada na última terça-feira, dia 10.

Notícia quente!

poligonalDesde a sentença do Juiz Federal Substituto, Guilherme Roman Borges, no último dia 04 de fevereiro, a consulta pública lançada pela Secretaria Especial de Portos (SEP) para definir a poligonal dos portos de Paranaguá e Antonina, está suspensa.
E de acordo com o Juiz, a consulta pública deve ficar suspensa até o julgamento final da ação.
O pedido de suspensão partiu da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (ACIAP), do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado do Paraná (SINDOP) e a Federação Nacional dos Conferentes e Consertadores de Carga e Descarga, Vigias Portuários, Trabalhadores de Blocos, Arrumadores e Amarradores de Navios nas Atividades Portuárias (FENCCOVIB) e, ainda, do Sindicato dos Estivadores de Paranaguá e Pontal do Paraná e da comunidade indígena da região.
A liminar garantindo a suspensão da consulta pública foi dada pelo Juiz da 1a Vara Federal de Paranaguá.
O réu, neste caso a União Federal, poderá recorrer da sentença.
Até lá, nem a tentativa de prorrogação surtiu o efeito desejado para que a consulta pública fosse suspensa.

Sem documento
No despacho, o Juiz Guilherme Borges, destaca que a Secretaria Especial de Portos da Presidência da República publicou em seu sítio eletrônico notícia de que teria dado início a uma consulta pública.
“Apesar da relevância da questão em voga, não foi sequer publicado edital formal de início da consulta pública, havendo apenas notícia de que o prazo final para envio de contribuições seria 05.02.2015”, destaca o Juiz.
“O desenho da nova poligonal proposto pela SEP não vem acompanhado de qualquer justificativa técnica, econômica, ambiental ou jurídica que o embase, impossibilitando a manifestação dos interessados”, reforça o Juiz no despacho.
A Justiça Federal solicitou dados à SEP, mas não obteve resposta.
Esta informação também consta do documento.
A Justiça reconhece a necessidade de realização de consulta pública pela própria SEP. “Ocorre que, do que consta dos autos, a deflagração de consulta pública não foi normalizada por instrumento próprio ou publicada em qualquer veículo oficial de comunicação, não tendo sido, portanto, levada a conhecimento dos interessados”, declara no despacho divulgado a todos os interessados.
De acordo com o Juiz, não havia nada que justificasse o sigilo quanto a estudos e documentos informadores, mas verificou-se que os documentos não haviam sido disponibilizados “porque sequer havia, junto à SEP, processo administrativo formalizado apto justificar os limites da poligonal’.

Manifestação
Na semana passada, a questão da poligonal provou manifestação por parte dos trabalhadores Portuários Avulsos de Paranaguá (TPA´s).
O presidente do Sindicato dos Estivadores e da Frente Intersindical de Paranaguá, João Lozano, explicou que o objetivo era prorrogar o prazo da consulta pública. Faixas com palavras de ordem e com o motivo da manifestação estavam dispostas na frente da entrada dos trabalhadores portuários no Porto de Paranaguá.
“Quem vai perder com a nova poligonal são os trabalhadores, o comércio local e o Porto”, dizia uma das faixas. “A comunidade portuária está preocupada com a forma como estão tratando a nova poligonal”, dizia em outra faixa.
“Hoje, o porto organizado requisita a mão-de-obra de todos os sindicatos”, explicou Lozano. “Somos contra a poligonal porque vai desmembrar o porto público do privado”, destacou o presidente na ocasião.

Prorrogação
A SEP prorrogou o prazo para consulta na semana passada, antes da sentença judicial e marcou a realização de uma audiência pública.
Vale lembrar que foi realizada uma audiência pública em Paranaguá quando a comunidade solicitou que o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado (PDZPO) fosse aproveitado como base, e as lideranças reclamam que isso não aconteceu.

Fonte: Jornal Diário do Comércio

Alteração da poligonal provoca manifestação dos TPAs no Porto de Paranaguá

Assunto será debatido em encontro na Câmara de Vereadores, hoje,com todos os sindicatos

5.1- faixa 2Trabalhadores Portuários Avulsos de Paranaguá (TPA´s) realizaram uma manifestação no Porto de Paranaguá na última terça-feira. O protesto foi pacífico e aconteceu devido a preocupação dos trabalhadores com o estudo da Poligonal do Porto, que segundo eles, pode causar perdas de postos de trabalho para a classe.

O presidente do Sindicato dos Estivadores e da Frente Intersindical de Paranaguá, João Lozano, explicou que o objetivo é prorrogar o prazo da consulta pública que, inicialmente, estava marcada para hoje. A Secretaria Especial de Portos anunciou que prorrogou o prazo, como o Blog da Luciane divulgou ontem.

5.1- faixa 4“Quem vai perder com a nova poligonal são os trabalhadores, o comércio local e o Porto”, dizia uma das faixas.  “A comunidade portuária está preocupada com a forma como estão tratando a nova poligonal”, dizia em outra faixa usada na manifestação dos trabalhadores.

“Hoje, o porto organizado requisita a mão-de-obra de todos os sindicatos”, explicou Lozano. “Somos contra a poligonal porque vai desmembrar o porto público do privado. Querem fazer porto no Imbocuí, em Pontal do Paraná e agora estamos lutando para que isso não aconteça, pois isso terá interferência no nosso mercado de trabalho”, enfatizou Lozano, durante a manifestação.

 Novo encontro

E hoje, haverá um novo encontro entre presidentes de sindicatos e trabalhadores, além de lideranças de outras entidades para falar sobre a poligonal, a atual proposta e o que pode acontecer com a alteração da área portuária. O encontro acontecerá na Câmara Municipal de Vereadores. “Toda a população está convidada. Precisamos ser respeitados”, destacou Lozano.

O encontro na Câmara acontecerá no auditório, a partir das 9h.

Fotos: Jornalismo da Ilha

Moradores do Vale do Sol pedem solução para rua Aurélio Romualdo Moro

Prefeitura diz que há projetos para a referida rua

3.1- rua alagada 2 Chove e a rua Aurélio Romualdo Moro, no bairro Ouro Fino, fica totalmente alagada. Os moradores ficam com dificuldades até para entrar em casa.

Veículos não passam, apenas os de grande porte, como caminhões, mas os motoristas confirmam que ficam preocupados de atolar ou ficar no meio da rua tomada pela água.

Outro problema provocado pelo tempo e que não foi resolvido é o esgoto que cai na rua. “Antes era um pedaço pequeno de esgoto, hoje parece um rio, pois foi alargando no local e até crianças já caíram ali”, diz a moradora Jéssica Natali dos Santos.

Segundo os moradores mais próximos, as alagamentos que acontecem com frequência, uma vez que chove quase todos os dias, um idoso já caiu na rua tomada pela água e pelo esgoto.

A água chega ao joelho de um adulto e até na barriga de uma criança.

O ônibus não passa pela rua que é considerada uma das principais do bairro e esta é outra reclamação dos moradores. “Mas o ônibus não passa porque não tem condições quando a rua está alagada ou cheia de lama”, completa a moradora.

Eles querem a drenagem do esgoto no local.

Querem nivelamento e pavimentação da rua.

Outro lado

Em contato com a prefeitura de Paranaguá, a reportagem recebeu informações que, de acordo com a Secretaria Municipal de Obras, existe projetos para a referida rua, bem como para as demais ruas do bairro Vale do Sol e de bairros adjacentes à PR-407.

A Prefeitura, via Superintendência de Comunicação informa que ” o Vale do Sol está contemplado no programa de pavimentação anunciado pelo prefeito Edison Kersten. Neste programa, já foi feita a pavimentação de ruas do Jardim Esperança, Bertioga e alguns bairros adjacentes à PR-407.

Estão programadas ainda para este início de ano, a pavimentação de diferentes trechos de várias do bairro. A pavimentação será acompanhada do serviço de drenagem, o que deve resolver o problema das enchentes. De acordo com a Secretaria Municipal de Obras Públicas (Semop), serão investidos R$ 252 mil em recursos próprios da Prefeitura para aplicação de 1.193 toneladas de asfalto à quente – CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado à Quente).

Primeiramente, será dada prioridade às ruas por onde passam ônibus. Num segundo momento, as demais ruas serão pavimentadas.

Segundo o prefeito, as pavimentações devem se estender a bairros como Vila Garcia, Jardim Iguaçu, Vila Marinho e Jardim Figueira”.

Poligonal: Federações reclamam que não foram ouvidas

Eles reclamam da redução no mercado de trabalho e da falta de inclusão dos trabalhadores na discussão como foi negociado

capa-porto geral (8)O presidente da Federação Nacional dos Conferentes e Consertadores de Carga e Descarga, Vigias Portuários Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios, nas Atividades Portuárias (Fenccovib), Mário Teixeira, da Federação Nacional dos Estivadores, Wilton Ferreira Barreto e o presidente da Federação Nacional dos Portuários, Eduardo Guterra solicitam, em regime de urgência, uma reunião com a Casa Civil e a Secretaria Especial de Portos (SEP) do Governo Federal.
Na solicitação do encontro, os presidentes defendem que as três federações foram surpreendidas com a proposta da poligonal do Estado do Paraná onde consta que estão excluídas áreas do porto organizado como mais de 50% do porto público de Antonina, toda a região do Embocuí em Paranaguá e toda a área portuária do Porto de Pontal do Sul.
“Pelo que se depreende das divulgações da mídia, salvo melhor juízo, há aparentemente um interesse voraz, inclusive por parte da Appa e do Governo do Estado do Paraná, em prejuízo dos portuários e para privilegiar terminais de usos privativos (TUPs), em detrimento à política de arrendamentos, mesmo diante da assimetria concorrencial que já existe entre TUPs e terminais arrendados”, diz o documento encaminhado à SEP e Casa Civil.
Para os dirigentes sindicais, a SEP e a APPA estão insensíveis quanto ao impacto negativo no mercado de trabalho dos portuários dos OGMOs dos portos de Paranaguá e Antonina.
O grupo de trabalhadores reclama que não houve contato prévio, principalmente por parte da SEP, com as federações para discutir ou mesmo dar-lhes conhecimento da referida proposta “drástica de redução da área do porto organizado”.
“Cabe enfatizar que, no processo negocial sobre a nova lei portuária, ficou firmado compromisso com o Governo no sentido de que qualquer redução de área de porto organizado, que tivesse impacto na mão-de-obra dos trabalhadores do OGMO, haveria entendimento prévio com as federações laborais”, lembram os presidentes. Porém, não houve nenhuma comunicação ou conversa sobre o assunto.
Os presidentes lembram que estão sendo cobrados pelos sindicatos paranaenses, assim como pedem providências em âmbito nacional.
O documento foi encaminhado ao Assessor Especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, José Lopes Feijóo.

Carta Aberta é assinada por entidades de Paranaguá contra alteração da poligonal

Presidentes da Aciap, de Sindicatos, da Câmara de Vereadores, da Praticagem e o prefeito da cidade querem discutir e defender os interesses de Paranaguá

capa-porto geral (6)A Secretaria Especial de Portos (SEP), do Governo Federal, lançou consulta pública sobre a poligonal no Porto de Paranaguá, que envolve ainda, a região portuária de Antonina. No site da SEP há poucas informações sobre a proposta de alteração e este é um dos motivos que fez com que presidentes de entidades assinassem uma Carta Aberta à Comunidade Portuária.

Porém, o item que motivou a mobilização destas lideranças é o posicionamento contrário à alteração da poligonal. Esta não é a primeira vez que a discussão vem à tona.

Há um ano e meio, a alteração foi proposta e houve manifestação da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (Aciap) alertando sobre várias desvantagens para a comunidade portuária e, consequentemente, para comerciantes e a cidade em geral.

As lideranças lembram que as poligonais propostas desconsideram o Plano Master, atualizado em 2013 e o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado (PDZPO), atualizado em novembro de 2014.

A Carta Aberta tem nove itens. O Sindicato dos Operadores Portuários (Sindop) assinou carta semelhante, apenas retirando o item 6 da versão assinada por outras 14 entidades.

Confira, na íntegra, a Carta Aberta que já foi assinada e será encaminhada para a SEP.

Carta Aberta 1

Carta Aberta assinada-2

Carta Aberta assinada-3

Carta Aberta assinada-4