O secretário municipal de Meio Ambiente de Matinhos, no Litoral do Estado, foi afastado das funções pela Justiça por crime ambiental, por autorizar a derrubada de vegetação do bioma Mata Atlântica (área de proteção permanente) para a instalação de um loteamento imobiliário irregular na cidade. A liminar atende denúncia criminal proposta pelo Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca, e determinou ainda a suspensão das atividades de preparação e/ou construção do empreendimento imobiliário. Continue lendo
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MP-PR propõe ação civil contra acusados de desmatamento em área de proteção
Conforme sustenta o Ministério Público na ação, entre março e junho de 2015, a empresa demandada, na intenção de implantar loteamento em um terreno situado no Balneário Curraes, em Matinhos, desmatou de forma irregular três hectares de vegetação do bioma Mata Atlântica (área de proteção permanente). Para tentar garantir legalidade ao projeto, contratou então como consultora a filha do secretário, que pleiteou, junto ao Município, autorizações para supressão de vegetação no local, as quais foram concedidas. A intenção foi burlar o licenciamento ambiental do empreendimento, que deveria ter sido requerido ao Instituto Ambiental do Paraná. O MP-PR destaca que, além do conflito de interesses (por ser pai da consultora da empresa), o secretário não tinha competência para oferecer as autorizações.
Liminarmente, dentre outros pontos, foi requerido o afastamento do secretário das funções, a interdição do imóvel, a suspensão de qualquer atividade no local e a abstenção de propaganda de venda de lotes, além da apresentação de plano de recuperação da área, sob pena de multa. No mérito, o MP-PR busca a recuperação integral da área, além de indenização pelos danos causados e compensação ambiental, em caso de dano ambiental irreversível. Quanto ao secretário e à filha pleiteia-se também a condenação nas sanções da Lei de Improbidade Administrativa, o que pode implicar em sanções como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e multa. Os mesmos requeridos já respondem criminalmente pelos fatos perante o Juízo Criminal de Matinhos.
MP-PR e prefeitura firmam acordo para garantir nomeação de aprovados em concurso
Segundo o MP-PR, o documento assinado com a prefeitura resulta de longa discussão e de apelos de cidadãos pela intervenção da Promotoria de Justiça ante ao fato da contratação de funcionários temporários em detrimento de pessoas que haviam sido aprovadas em concurso público realizado no ano passado pela prefeitura. Entre os cargos a serem preenchidos a partir do TAC encontram-se: auxiliares de serviços gerais, enfermeiros, farmacêuticos, nutricionista, assistente administrativo e técnicos em enfermagem.
MP e Câmara firmam TAC para redução do número de servidores comissionados
Furto e falsidade ideológica levam MP a oferecer denúncia contra ex-servidor público
De acordo com a apuração do MP-PR, os acusados teriam falsificado procuração em nome da advogada de 18 pescadores das cidades de Paranaguá e Guaraqueçaba
A 1ª Promotoria de Justiça de Paranaguá, ofereceu denúncia na última segunda-feira, 29 de agosto, contra ex-servidor público da 1ª Vara Cível da Comarca pela prática de furto qualificado por fraude, concurso de pessoas e abuso de confiança, além dos crimes de falsidade ideológica e utilização indevida de selo público.
A esposa do ex-servidor também foi denunciada por furto qualificado por fraude e concurso de pessoas. Os atos foram cometidos no ano de 2008.
De acordo com a apuração do MP-PR, os acusados teriam falsificado procuração em nome da advogada de 18 pescadores das cidades de Paranaguá e Guaraqueçaba. O ato permitiu o saque de valores que somaram, aproximadamente, R$ 500 mil, relativos a alvarás expedidos em autos de execução decorrentes de indenizações por danos ambientais que prejudicaram as atividades dos trabalhadores.
Eventuais prejuízos causados aos pescadores estão sendo investigados em procedimento próprio instaurado pela Promotoria de Justiça.
Fonte: Ministério Público do Paraná
PARANAGUÁ – Justiça recebe denúncia do MP-PR por tentativa de feminicídio
O homem agiu por “desforra, diante do desejo da mulher de se separar dele”. A tentativa de homicídio é qualificada na denúncia por motivo torpe, emprego de meio cruel e feminicídio
A 2ª Vara Criminal de Paranaguá recebeu na última quinta-feira (26) denúncia por tentativa de feminicídio contra um homem que agrediu a esposa. A denúncia foi oferecida pela 6ª Promotoria de Justiça da comarca.
Segundo o MP-PR, no dia 31 de julho deste ano, o homem agrediu a mulher na residência do casal, usando um pedaço de madeira, com o qual causou diversos ferimentos na vítima, que chegou a ter o fêmur fraturado, ficando desacordada. O agressor fugiu em seguida, levando um dos filhos do casal. Sua prisão preventiva foi decretada, e ele permanecia foragido até a tarde desta sexta-feira (26).
De acordo com o que apurou o Ministério Público, o homem agiu por “desforra, diante do desejo da mulher de se separar dele”. A tentativa de homicídio é qualificada na denúncia por motivo torpe, emprego de meio cruel e feminicídio.
Informações para a imprensa com:
Assessoria de Comunicação
Ministério Público do Paraná
MP aciona cinco réus por uso de bens públicos em benefício de entidade privada
De acordo com o apurado equipamentos da prefeitura de Guaratuba, bem como mão de obra de servidores públicos, foram usados para derrubada de um muro de um clube da cidade
A 1ª Promotoria de Justiça de Guaratuba ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra cinco réus por uso de bens públicos em benefício de entidade particular.
De acordo com o apurado pela Promotoria, foram utilizados, no dia 20 de junho, uma retroescavadeira, um caminhão e um carro da prefeitura de Guaratuba, bem como mão de obra de servidores públicos, para derrubada de um muro de um clube da cidade. A ação acabou sendo interrompida após a chegada de uma equipe de uma emissora de TV local que filmou os equipamentos sendo utilizados.
Na ação, o Ministério Público requer a condenação dos réus (o clube e dois de seus administradores, o secretário municipal e o diretor de Obras de Guaratuba) às sanções previstas na Lei de Improbidade, como a perda da função pública, o ressarcimento de eventuais danos ao erário e o pagamento de multa, entre outras.
MP-PR aciona Administração dos Portos por descumprimento de acordo
A 4ª Promotoria de Justiça de Paranaguá ajuizou duas ações de execução contra a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina – Appa, empresa pública estadual responsável pela execução de serviços portuários. O motivo é o descumprimento de obrigações assumidas com o Ministério Público do Paraná e o Ministério Público do Trabalho, em termo de ajustamento de conduta firmado em 2014.
Segundo o acordo, a entidade deveria solucionar uma série de ilegalidades no quadro de pessoal, já apontadas em decisões da Justiça Estadual, da Justiça do Trabalho e do Tribunal de Contas do Estado, dentre elas o exercício irregular de cargos comissionados e atividades desempenhadas em desvio de função. A Promotoria informa que, ao longo dos últimos vinte anos, essas irregularidades geraram o ajuizamento de cerca de 11 mil ações contra a Appa e um passivo trabalhista superior a um bilhão de reais em prejuízo aos cofres públicos.
Ao fim do prazo estipulado no acordo, prorrogado de dezembro de 2015 para junho de 2016, foi verificado que, apesar de ter implementado medidas como plano de demissão incentivada e elaboração de novo plano de cargos e salários, a Appa não regularizou totalmente a situação dos cargos comissionados e possíveis desvios de função, nem promoveu concurso público, como previsto no acordo.
Além de aplicação de multa, as ações requerem a realização de concurso público no prazo de 90 dias e a regularização em definitivo das ilegalidades nos cargos comissionados e de carreira.
Advogados de pescadores de Paranaguá são inocentados
Verdadeiros advogados de pescadores de Paranaguá e Antonina foram vítimas de provas fraudulentas e processo é anulado pela Justiça
A Justiça determinou a anulação do processo contra o advogado Fabiano Neves Macieywski e seus sócios, que defendem pescadores de Paranaguá e Antonina em processos ambientais contra a Petrobrás desde 2001. Ele, juntamente com seus sócios, Heroldes Bahr Neto, Saulo Bonat de Mello e Kleber Vieira, foram acusados pelo suposto pagamento de propina a funcionários do cartório de Antonina para que acelerassem o andamento dos processos de interesse dos pescadores.
Com base em perícias técnicas e documentos públicos, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná decidiu anular o processo já que baseado em fraudes e documentos adulterados, ou seja, em indícios ilícitos.
Os advogados representam 3.088 pescadores de Paranaguá e Antonina em processos individuais de indenização contra a Petrobrás por conta de dois acidentes ambientais que os deixaram sem condições de trabalho. Desde julho de 2008 os processos começaram a ser pagos pela Justiça, e os advogados registraram todos os recibos, contratos e prestação de contas das indenizações dos pescadores em cartório, observando o sigilo dos clientes, e sempre se colocaram à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos quanto aos processos de indenização.
O Ministério Público e auditorias independentes já analisaram e confirmam que todos os pagamentos aos clientes estão sendo realizados na forma da lei. A Ordem dos Advogados do Brasil acompanha o caso protegendo as prerrogativas dos advogados acusados injustamente.
Vereador quer abrir CEI para apurar pagamento de fornecedores na Prefeitura
Ao usar da palavra na sessão no dia 16, o vereador Adalberto Araújo (PHS) tornou a pedir apoio da população e dos vereadores para aprovação de uma Comissão Especial de Inquérito para investigar licitações e contratos da Secretaria Municipal de Obras, suspeitos de superfaturamento e outras fraudes. “Temos cinco assinaturas em nosso requerimento para abertura da CEI, precisamos de mais uma”, justificou. Ele chegou a citar uma fatura da empresa responsável pela manutenção de prédios da prefeitura, no valor de R$ 70 mil, mas que apenas algo em torno de R$ 900 teria sido realizado.
O parlamentar disse que “tem muita gente comendo desse angu”, ao falar da importância na apuração de todas as irregularidades e colocar os culpados na cadeia. “Eu sonho com uma ‘delação premiada’ em Paranaguá”, fazendo referência à famosa Operação Lava Jato, que resultou na descoberta de um grande esquema de corrupção na Petrobras. Da tribuna, Adalberto ainda informou aos presentes que o Ministério Público entrou esta semana com ação judicial pedindo a indisponibilidade de bens do prefeito municipal, secretário de obras e outros envolvidos na milionária licitação dos 32 mil sacos de cimento, cuja ilegalidade já havia sido alertada pelo vereador em 2015.
Questionou ainda o esvaziamento das prerrogativas da Comissão Especial de Fiscalização e Execução dos Contratos Administrativos Municipais – CEFECAM, que agora tem as atribuições fiscalizatórias a cargo de representante indicado por cada órgão ordenador de despesa e não mais por membro da CEFECAM, como originariamente idealizado. “Isso não é coisa de gente séria! Esvaziar os poderes desse órgão significa escancarar a porteira da corrupção na prefeitura”, finalizou.
Da Assessoria de Imprensa do Vereador



