Crônica do Dia: O pai e a mochila

kátia-muniz2Por: Kátia Muniz

Eu aguardava, dentro do carro, meu filho sair do colégio, quando vi um pai segurando em uma de suas mãos a mão do filhinho e, na outra, a mochila de rodinhas.

Continuei acompanhando a cena. Ele deixou a mochila na calçada, colocou a criança na cadeirinha do carro, prendeu-a com o cinto e depositou um beijinho carinhoso no rosto do menino.

Nesse momento, meu celular tocou e abandonei por uns minutos a encantadora cena entre pai e filho.

Quando voltei os olhos o carro já não estava mais lá, mas a mochila permaneceu na calçada. O pai havia esquecido o objeto.

Recolhi a mochila e a levei para a secretaria da escola.

Fiquei imaginando o que aquele pai deve ter escutado da mãe do garotinho quando chegou em casa. Aliás, deve ouvir até hoje, pois toda mulher é mestra em desenterrar o passado.

Essa história já tem uns quatro anos, mas ainda deve ser assunto em alguns almoços daquela família.

A abstração do homem é a neurose da mulher. No fundo, no fundo invejamos essa capacidade que eles têm de se concentrar somente no que interessa. De focar o objetivo e se desligar do restante.

Já as mulheres, coitadas, todas doidas absorvendo tudo a sua volta, inclusive o que eles esquecem por aí.

Eu não presenciei o que a mãe do garotinho disse ao pai, pelo fato dele ter esquecido a mochila. Talvez tenha feito um escarcéu, ou se voltou há pouco tempo de um retiro budista, pode ainda se encontrar zen e achando tudo uma maravilha.

Mas eu presenciei o trajeto deles até chegar ao carro. A mão firme do pai segurando a mãozinha do filho. O cuidado em prendê-lo à cadeirinha. E o ápice: o beijo do pai, no garotinho.

A mochila era coadjuvante nessa história. Tão sem importância que foi esquecida. O bem precioso era a criança, era o filho.

Se fosse a mãe buscando a criança…

Deixa para lá. Sobre as mães comento em maio. Agora, estamos em agosto, prestes a celebrar o Dia dos Pais.

Eles que andam surpreendendo, a cada dia mais, com atitudes positivas na criação da prole.

Ah, papais! Continuem a dar atenção, amor, beijo e toda demonstração de afeto e carinho, explicitamente. Seus filhos agradecem e o mundo também.

Prefeito vai à Brasília com o objetivo de melhorar entrada da cidade

Avenida Ayrton Senna é um gargalo logístico que necessita de revitalização completa

Foto: Márcio Tibilletti

Foto: Márcio Tibilletti

O ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República, Edinho Araújo, saiu de Paranaguá -onde esteve para discutir as mudanças propostas pelo Governo Federal na Poligonal dos Portos de Paranaguá e Antonina – com um dossiê entregue pelo prefeito do município, Edison Kersten.

O prefeito entregou ao ministro um documento com 34 fotos do atual estado da rodovia Ayrton Senna, prolongamento da BR-277 e principal via de acesso ao Porto de Paranaguá. O projeto de nova entrada da cidade tramita há dois anos no Ministério do Transporte e Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

O prefeito ressaltou que o investimento representa melhorias para todos os envolvidos. “Ganha o Porto, ganha o Estado, ganha o Brasil e ganha a cidade de Paranaguá, que precisa ter uma entrada da cidade a altura da sua importância para o País”, ressaltou. Por dia, trafegam pelo trecho cerca de 6 mil caminhões o que, juntamente com o trânsito de carros leves, têm causado constantes congestionamentos.

A entrada da cidade é um dos principais acessos a Paranaguá e está em condições precárias há muitos anos, provocando um grande gargalo na logística portuária.

Ontem, o prefeito seguiu para Brasília com o objetivo de levar os números do tráfego na via, assim como as condições atuais da rodovia, para mostrar ao Ministro dos Transportes.

Crônica do Dia- Paixões Proibidas

kátia-muniz2Por: Katia Muniz

No mês de junho, escrevi três crônicas falando sobre o tema: amor.

“Acontece”, título do meu último texto e que foi publicado na semana passada, teve uma excelente aceitação e também provocou burburinho. Recebi inúmeras mensagens e alguns pedidos em tom de sussurro: “Fale das paixões proibidas”.

Sabemos: há as paixões reveladas e as que são carregadas em segredo.

No começo, a aventura atrai e brincar com a possibilidade do flagra vira uma excitação.

O sexo reina absoluto e torna-se desafiador manter o relacionamento no anonimato.

Mas o prazo de validade costuma ser curto. Logo o casal cansa desse recolhimento, dos gemidos abafados, das janelas sempre fechadas, das cortinas cerradas, da porta trancada à chave.

Começa a virar um incômodo o celular desligado, os encontros furtivos, a logística cheia de mentiras à mostra e verdades encobertas.

O que era excitante no início torna-se um fardo, um peso, uma sobrecarga.

Os dois sentem-se presos, acorrentados, confinados, trancafiados.

A paixão infla, pede mais espaço. Não cabe mais em quatro paredes. Almeja o lado de fora. Quer mostrar-se ao público. Requer plateia. Busca exposição.

Deseja ir ao cinema, ao teatro, ao barzinho. Quer se exibir. Quer vir à tona. Quer andar de mãos dadas.

Uma hora, toda paixão proibida pede ar, ventilação, oxigênio. Não se sustenta somente pelo sexo. Precisa de mais.

Quer ser vivida na sua plenitude. Quer ser assunto em rodas de conversa. Quer fazer parte do todo.

Pode até tardar, mas não falha o desejo comum que toda relação anseia: a validação e o reconhecimento público dessa união.

Crônica do Dia com Katia Muniz

kátia-muniz2Acontece

Por: Katia Muniz

Acontece com mais frequência do que a nossa mente possa imaginar.

Acompanhe: você está aí levando a sua vida normalmente, dentro de uma rotina previsível, até que cruza o olhar com alguém.

Pronto. Sua vida pacata acaba de ganhar novos ares.

Você não sabe explicar o que aconteceu. Por que raios aquela pessoa com quem você trocou meia dúzia de palavras, anda, insistentemente, ocupando um espaço especial nos seus pensamentos.

Nunca aconteceu com quem o atende todos os dias na padaria. Nunca aconteceu no ambiente de trabalho, com quem você divide a maior parte do seu tempo. Nunca.

Mas até o nunca tem seus dias contados. Até o nunca cansa dele mesmo. Até o nunca se fragiliza, se quebra, se rompe.

E veja só, aí está você sem saber o que fazer com esse curto circuito interno. Com esses fios que se desconectaram. Com essa pane.

Acontece. Sem hora prevista, nem dia marcado.

Você pode ter 15, 20, 30, 45, 58, 72 anos. Você pode estar livre, leve e solto ou pode estar num relacionamento de anos.

Basta somente uma coisa: estar vivo.

Uma vez vivo, você sente, enxerga, ouve, deseja, pensa, fantasia.

Uma vez vivo, você está sujeito a todo tipo de emoção.

Acontece. Às vezes aparece alguém que faz um click. Que desperta algo diferente. Que faz você botar um sorriso meio bobo no rosto. Que desconcentra. Que provoca sensações que permaneciam repousadas.

Não há respostas. Não há explicações.

Por que aconteceu com você?

Não é só com você. Acontece no mundo todo.

Acontece aqui, ali, acolá.

Uns dão vazão ao sentimento despertado. Outros sufocam, abafam, prendem, reprimem, trancafiam a sete chaves.

Acontece porque você é humano e carrega um coração que pulsa dentro do peito.

Acadêmicos da Unespar voltam às aulas no dia 29

Greve acaba e acadêmicos devem voltar às aulas na próxima segunda-feira

3.1-Fafipar-4Uma Assembleia de professores e estudantes foi realizada na noite da última quarta-feira à noite. O encontro foi encerrado com a decisão de acabar com a greve e promover o retorno às aulas.
As aulas começam na próxima segunda-feira, dia 29 quando os acadêmicos poderão confirmar o ensalamento, uma vez de que ficou definido que aulas em dois colégios estaduais também acontecerão provisoriamente.
Algumas turmas terão aula no Colégio Estadual Instituto de Educação, no centro e bem ao lado do próprio campus Paranaguá da Unespar e outros no Colégio Helena Viana Sundim, no bairro da Costeira.

Conquistas
De acordo com o professor Odinei Fabiano Ramos, participante do movimento grevista resumiu as conquistas da greve que atrasou o início das aulas.
“Na verdade, a gente teve vitórias junto ao Governo Estado quando conseguimos colocar em pauta a discussão da universidade. Temos garantias que nosso orçamento será mantido e, com a reforma das salas de aula, tivemos uma vitória, pois as obras tiveram a sua continuidade”, disse referindo-se às dificuldades financeiras do governo que atrasou o pagamento da empresa que faz a reforma de salas de aula e banheiros numa das alas
O calendário será definido pelo conselho universitário, mas os 200 dias letivos serão respeitados.
Na segunda-feira, a comunidade acadêmica será recebida no prédio da Unespar e fazer o encaminhamento nas escolas a partir da próxima terça-feira, dia 30 de junho.
A Unespar/campus Paranaguá já havia pedido a cessão de salas de aula em quatro escolas como o próprio Instituto de Educação, Colégio Estadual Helena Viana Sundim, Colégio Faria Sobrinho e José Bonifácio.
Porém, para o início das aulas, apenas dois estabelecimentos de ensino serão aproveitados.
E o calendário escolar deve ser definido na próxima semana, junto aos acadêmicos dos cursos.

Poligonal: Audiência pública acontece ou não acontece?

c6375723-22b0-4305-bf6d-9b1689dc23fbO deputado federal Ricardo Barros (PP) convidou o ministro dos Portos, Edinho Araújo (PMDB), para participar da audiência pública em Paranaguá para discutir a mudança da poligonal do Porto. O ministro recebeu representantes da bancada do Paraná.
A audiência está prevista para acontecer no dia 3 de julho, no Teatro Rachel Costa e terá a participação de trabalhadores, operadores, investidores do Porto, além de representantes das Confederações da Agricultura e da Indústria. “É um assunto que impacta várias atividades econômicas da sociedade”, lembrou Barros.
Para o parlamentar, a maior preocupação é alterar a poligonal do Porto para que se possam estabelecer empreendimentos privados em áreas que hoje são restritas ou alcançadas pela poligonal, onde só a Autoridade Portuária do Paraná pode fazer.
“Com isso nós ampliamos de investimentos, de eficiência e de volume de transporte, melhorando muito a economia de toda região e litoral do Paraná”. Barros disse que para interior do Estado, o Porto eficiente representa menor frete marítimo “O reflexo direto é mais dinheiro para o produtor, seja ele de álcool, soja, milho ou açúcar. Todos ganham”, acrescentou.

Na Justiça
A consulta pública proposta pelo Governo Federal foi barrada por cinco processos judiciais, dos quais quatro já foram sentenciados.
A audiência pública também pode ser barrada, uma vez que aguardava-se a publicação do chamamento, para então, acionar a Justiça e impedir a realização da mesma.
Tudo começou em fevereiro deste ano quando o Juiz Federal Substituto, Guilherme Roman Borges, deu sentença suspendendo a consulta porquê, entre outros motivos, a Secretaria Especial de Portos não publicou o edital formal de início da consulta pública.
“O desenho da nova poligonal proposto pela SEP não vem acompanhado de qualquer justificativa técnica, econômica, ambiental ou jurídica que o embase, impossibilitando a manifestação dos interessados”, reforçou o Juiz no despacho. De acordo com o Juiz, não havia nada que justificasse o sigilo quanto a estudos e documentos informadores, mas verificou-se que os documentos não haviam sido disponibilizados “porque sequer havia, junto à SEP, processo administrativo formalizado apto justificar os limites da poligonal’.

Manifestação
No final do mês de janeiro, a questão da poligonal provou manifestação por parte dos trabalhadores Portuários Avulsos de Paranaguá (TPA´s).
O presidente do Sindicato dos Estivadores e da Frente Intersindical de Paranaguá, João Lozano, explicou que o objetivo era prorrogar o prazo da consulta pública. Os trabalhadores portuários avulsos reclamavam que tinha sido feita a promessa de ouvir os TPA’s, mas isso não ocorreu.
Uma reunião estava marcada para acontecer na SEP, mas foi prorrogada. Em maio, representantes da Intersindical de Paranaguá, entre outras federações, estiveram falando sobre os problemas relacionados à mudança na poligonal para deputados federais e senadores.
Vale lembrar que foi realizada uma audiência pública em Paranaguá quando a comunidade solicitou que o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado (PDZPO) fosse aproveitado como base, e as lideranças reclamam que isso não ocorreu.