Terminais de Paranaguá recebem certificação de segurança

?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????Sete certificados de cumprimento das exigências código internacional de segurança na atividade portuária ( ISPS Code) foram entregues, recentemente, em Paranaguá. Representantes das Comissões Nacional e Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos e Cesportos) fizeram a entrega.
As empresas Cargill, Centro Sul, Louis Dreyfus, Cotriguaçu, Fospar, Transpetro e Interalli receberam as certificações. Com isso, já são 21 terminais portuários, em Paranaguá, certificados pelas normas internacionais de segurança.
Para receber as certificações, as empresas passam por uma avaliação de riscos, elaboração e aprovação do plano de segurança e cumprimento do plano. Entre as vantagens de receber a certificação está o ganho comercial e financeiro, uma vez que os custos operacionais caem um pouco com descontos oferecidos pelas seguradoras.

Sistema especial foi montado para atracar o primeiro navio em Pontal

Blog da Luciane divulgou assunto em primeira mão. Operação ainda deve durar dois dias

normal_IMG_4832O primeiro navio a desembarcar carga em Pontal do Paraná foi divulgado, em primeira mão pelo Blog da Luciane e pela rádio Difusora de Paranaguá. A embarcação, que veio da Turquia, atracou na unidade offshore da Techint. Para atender a demanda e realizar esta operação, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) montou um sistema especial, criando temporariamente um novo berço.

De acordo com o diretor de Operações da Appa, Luiz Teixeira da Silva Junior, as peças descarregadas – com dimensões variando entre dez e 19 metros de largura por comprimentos que vão de 22 a 33 metros – não poderiam ser descarregadas no Porto de Paranaguá.

“Em função desta dificuldade, fizemos uma adaptação para atender este descarregamento direto no canteiro de obras da empresa. Então, criamos mais um berço no sistema, como se fosse uma extensão do Porto de Paranaguá. O navio passou pelos mesmos trâmites que qualquer outra embarcação que opera por aqui. Inclusive, uma equipe nossa acompanha essa descarga lá na planta do projeto da Techint, em Pontal”, afirma.

O navio trouxe 28 estruturas dos módulos que serão montados em Pontal (pancakes) e que integram o projeto P76, um navio-plataforma que está sendo construído pelo consórcio Technip/Techint para a Petrobras. A P76 será utilizada na exploração do pré-sal, com a capacidade de extração de 150 mil barris de petróleo por dia.

A expectativa é de que todas as plataformas sejam desembarcadas em dez dias. A operação começou no dia 27 de outubro. Esta é a primeira leva de equipamentos que foi trazida da Turquia – onde os “pancakes” estão sendo produzidos. Nesta primeira carga, foram trazidas quase quatro mil toneladas de equipamentos. Para dezembro, está prevista a chegada de um segundo navio, trazendo as últimas plataformas e que totalizará 6,4 mil toneladas destas estruturas.

De acordo com o gerente administrativo-financeiro do consórcio Technip/Techint, José Carlos Sá da Silva, o cais do canteiro de obras está sendo ampliado. “Acreditamos que nos próximos cinco meses terminaremos a construção. Serão 300 metros de cais, o que nos tornará aptos para receber o casco do navio que vai compor o projeto P76”, explicou. O casco do navio-plataforma virá da China, completamente montado. A expectativa é que esta estrutura chegue por volta de setembro do próximo ano.

As demais estruturas da P76 serão montadas no canteiro de obras da Techint, em Pontal. Atualmente, 850 pessoas trabalham no canteiro de obras. De acordo com Silva, 90% destes trabalhadores são do Litoral.

“A obra é muito dinâmica e demanda diferentes quantidades de trabalhadores, dependendo do estágio dos trabalhos. No pico das atividades, chegaremos a ter 2500 pessoas envolvidas no projeto”, disse. A empresa vem trabalhando sistematicamente na formação de mão de obra, principalmente de soldadores. “Já formamos mais de 1,2 mil pessoas”, afirma Silva.

Mostra revela olhar da população para o equilíbrio entre o Porto e Meio Ambiente

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Natural de Guaratuba e moradora de Paranaguá há 14 anos, a primeira colocada Elizabete da Silva Pereira é guia de turismo e tem a fotografia como paixão.

Desde ontem, até o início de 2015, o hall do Centro Administrativo do Porto de Paranaguá – conhecido localmente como Palácio Taguaré – ficará ocupado por uma instalação fotográfica. Trata-se da Exposição “Porto e Sustentabilidade”, que traz imagens feitas pela população da região, registrando a harmonia do desenvolvimento portuário com as riquezas naturais. A mostra é a aberta ao público, em horário comercial (das 8h às 18h).

No total, são 15 imagens espalhadas pelo saguão de entrada da sede da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), em Paranaguá. As fotos foram selecionadas entre 60 inscritas no Concurso Fotográfico “Porto e Sustentabilidade”, promovido em comemoração à Semana de Meio Ambiente – no último mês de maio.

“Apesar de serem fotos de amadores, a qualidade e a poesia das imagens impressionam. Ficamos envaidecidos com essa exposição no prédio”, afirma a diretora administrativo-financeira, Xênia Arnt, durante a abertura da exposição, no final da tarde da última terça-feira (4).

Junto com a diretora, o diretor de engenharia e manutenção da Appa, Paulinho Dalmaz, entregou os troféus aos três primeiros colocados e, como recordação, as cinco primeiras fotos ampliadas aos autores.

“É muito bonito ver que a população consegue enxergar que é possível o Porto crescer e melhorar, de maneira consciente respeitando a cidade e o Meio Ambiente, que é o estamos tentando desde o início da nossa administração e já somos reconhecidos nacional e internacionalmente por isso”, completou Dalmaz, na recepção.

Artistas – A primeira colocada no concurso foi a foto de Elizabete da Silva Pereira, cuja imagem traz um flamingo, com um navio ao fundo, tirada na comunidade de Medeiros, em Guaraqueçaba. Natural de Guaratuba e moradora de Paranaguá há 14 anos, ela é guia de turismo e tem a fotografia como paixão.

“Eu adoro fotografar, principalmente paisagens. Essa foto eu fiz por volta das oito da manhã, quando eu retornava do povoado de Medeiros. Eu sempre ando com a câmera na mão. Quando olhei, vi aquela paisagem que nunca tinha visto”, conta a artista.

Elizabete ficou sabendo do concurso pela televisão e contou com a ajuda da filha para selecionar esta, entre tantas imagens que já guarda das paisagens do entorno dos Portos do Paraná.

“É um prazer para a população poder participar das atividades do Porto, principalmente quando divulga também o meio ambiente. Muitas pessoas não têm oportunidade de fazer esses trajetos que vivemos aqui. E toda vez que passamos, é uma cena nova. Não deixe de ser um olhar de poesia para o Porto e nossa região”, comenta.

Em segundo lugar, foi selecionada a foto tirada por Thiago Breginski (Menino saltando do trapiche, próximo ao píer de inflamáveis) e, em terceiro, a de Adriano de Almeida (do menino se banhando próximo à área do Porto). A 4º colocada, que recebeu menção honrosa, foi a foto de Amauri Martins de Souza Filho (do berço 201, visto da direção do Rocio). Em quinto lugar, ficou a de Paulo Bastos, escolhidas pela população, através de ‘curtidas’ na página da Appa no Facebook (a imagem de três canoas enfeitadas ao lado de um navio ro-ro).

Essas cinco primeiras selecionadas – além da exposição – farão parte das imagens do livro comemorativo aos 80 anos do Porto de Paranaguá, no ano que vem.

Os demais artistas selecionados para a exposição foram Alessandro Romero Xavier, Anderson Amorim, Andrielli Maryan Medeiros, Ariosvaldo Gouveia Júnior, Dionaldo Faria Correa, Guilherme Costa de Toledo, Ismael Alves Zela, Luiz Carlos Miranda (Carlinhos), Pedro Dário Pereira Neto e Rodolfo Almeida Bonaldi.

Processo – O resultado do concurso foi divulgado aos inscritos, no início de junho. As imagens da exposição foram selecionadas pela comissão formada por fotógrafos e outros profissionais das artes e da área de Meio Ambiente. Foram jurados, os fotógrafos Valquir Aureliano, Márcio Tibiletti e Denis Ferreira Neto, o artista Celso Luck, a chefe da Assessoria de Comunicação da Appa, Sâmar Razzak, e o chefe regional do IAP, Cyrus Daldin.

“Selecionamos apenas 15 para a exposição, mas todos os 60 inscritos contribuíram muito para o objetivo dessa atividade cultural, que foi despertar o interesse da comunidade na produção criativa a partir da realidade local, sensibilizando sobre a importância da relação harmoniosa entre sociedade e natureza”, afirma a chefe da Assessoria de Comunicação, Sâmar Razzak, organizadora do Concurso.

MPT-PR quer indenização maior em ação contra órgão gestor

3.1-RochaO Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) recorreu, no último dia 15, da decisão da 1ª Vara do Trabalho de Paranaguá que condenou o Órgão de Gestão de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário Avulso do Porto Organizado de Paranaguá e Antonina (OGMO-PR) ao pagamento de indenização por irregularidades trabalhistas.
O MPT-PR pediu indenização por danos morais coletivos de no mínimo R$100 mil, mas a Justiça do Trabalho condenou em apenas R$50 mil. A intenção do recurso é obter o valor de indenização postulado na petição inicial.
Em investigação realizada em setembro de 2013, o procurador do trabalho Gláucio Araújo de Oliveira constatou a falta de fornecimento de água potável aos trabalhadores portuários avulsos que exercem atividades a bordo de embarcações.
O órgão também não disponibilizava diariamente as listas dos trabalhadores escalados, além de não respeitar a escalação rodiziária e de requisitar irregularmente diretores de entidades sindicais.
A ausência de listas de trabalhadores fere as normas de segurança do trabalho, pois permite que pessoas estranhas entrem nas embarcações.
A 1ª Vara do Trabalho de Paranaguá decidiu, em agosto, pelo pagamento de multa de R$ 1 mil pela OGMO-PR por trabalhador prejudicado caso não se cumpram as normas de saúde e segurança e disponibilização das listas de trabalhadores, não podendo escalar trabalhadores avulsos sem antes regularizar a situação.
Além da multa, foi estabelecido o valor de R$ 50 mil por indenização por dano moral coletivo, revertidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Navio da National Geographic volta a Paranaguá

normal_IMG_4744Atracou esta manhã (20), no Porto de Paranaguá, o navio de passageiros National Geographic. É o primeiro navio de passageiros a atracar em Paranaguá nesta temporada. A embarcação retorna ao Litoral do Estado com cem passageiros e 97 tripulantes a bordo. O navio faz apenas uma escala técnica em Paranaguá e parte no fim da tarde rumo ao Rio Grande do cul.

Os passageiros aproveitaram a parada técnica para conhecer as belezas da região. Enquanto um grupo optou conhecer a Serra do Mar de trem, outro foi de barco até Guaraqueçaba. A viagem faz parte do roteiro da América do Sul, da National Geographic. Paranaguá é o meio do trajeto, que tem duração de 18 dias. O navio partiu de Salvador, no último dia 12, e vai até Buenos Aires, na Argentina, passando por Ilhéus, Abrolhos, Rio de Janeiro, Parati/Anchieta, Rio Grande e Montevideo (Uruguay).

A maioria dos turistas do navio é dos Estados Unidos. Porém, há também passageiros israelenses, gregos, espanhóis, suecos, canadenses, dinamarqueses, venezuelanos, dinamarqueses, poloneses, holandeses, irlandeses e sete brasileiros. A faixa etária dos turistas varia de 17 a 86 anos.

Como explicou, na primeira vez que o navio parou em Paranaguá (19 de outubro de 2013), o capitão do navio, o diferencial desta embarcação é que a viagem é uma expedição, na qual se permite aos passageiros vivenciar lugares que a National Geographic costuma cobrir em suas reportagens, filmes e documentários. Na viagem, não tem luxos como piscina e cassinos, os mergulhos são no mar e, nas horas vagas, há palestras e aulas sobre a diversidade do itinerário.

O navio mede 112 metros de comprimento, tem 16,5 metros de boca (largura) e é equipado com tecnologia avançada, totalmente estabilizado e tem capacidade para 148 pessoas em 81 cabines, 13 com varanda. Na embarcação, todo o lixo é separado (em 16 tipos) e processado conforme o material – existe uma sala específica para esse trabalho de reciclagem a bordo.
Entre os passageiros, pesquisadores profissionais de diversas áreas – biologia, cultura, fotografia, entre outras – e pessoas comuns, mas curiosas e interessadas em aventura. Cada expedição é acompanhada por um time de profissionais – das mais diversas áreas como zoologia, biologia, ornitologia, geologia, história, fotografia e outras. Nesta tem, pelo menos, onze nesse time.

Appa assina protocolo de intenções com a UFPR

Foto: UFPRA Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) assinaram, ontem, em Curitiba, um protocolo de intenções. O objetivo é estreitar a relação com as universidades paranaenses e trazer conhecimento acadêmico para o dia-a-dia dos Portos do Paraná, promovendo projetos e estudos que visem a estruturação de um programa interdisciplinar de ensino, pesquisa, desenvolvimento, inovação, demonstração e transferência de tecnologias relacionadas à questão portuária.

 Participaram da assinatura o reitor Zaki Akel Sobrinho, e outros membros da Fundação da Universidade Federal do Paraná para o Desenvolvimento da Ciência, da Tecnologia e da Cultura (Funpar). Pela Appa, estiveram presentes o diretor-presidente Luiz Henrique Dividino e os diretores de Meio Ambiente, Marcos Ziliotto, e jurídica, Jacqueline Wendpap.

 Segundo o diretor presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, este programa vai desenvolver ainda mais o Sistema de Gestão Ambiental da empresa, somando-se ao trabalho que a Diretoria de Meio Ambiente já vem desenvolvendo desde a criação.

 “Além de capacitar profissionais para o trabalho do porto, também vamos focar na área ambiental, proporcionando um retorno à sociedade e ao entorno dos terminais paranaenses. Este protocolo assinado hoje, amplia a colaboração que a Universidade já tem dado, trazendo a experiência da academia para os nossos portos e promovendo uma verdadeira transformação”, garante Dividino.

 Colaboração – Em 2010, a Appa já havia firmado com a UFPR um termo de colaboração, que resultou na execução do projeto de monitoramento da água da Baía de Paranaguá, desenvolvido pelo Centro de Estudos do Mar (CEM), até 2012. Segundo a Universidade, agora com a nova diretoria de Meio Ambiente da  APPA, as propostas devem tomar outros rumos.

 “Este acordo vem com a meta de transformar a nossa universidade em um centro de excelência na área portuária. Nós somos um banco de talentos e esta parceria deve proporcionar projetos nas mais diversas áreas do conhecimento”, garante o reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho.

Guarda Portuária de Paranaguá completa 27 anos de formação

Foto: Ilha do Mel FM

Foto: Ilha do Mel FM

A Guarda Portuária de Paranaguá completa hoje (24), 27 anos de formação.

De acordo com o diretor da Associação da Guarda Portuária do Estado do Paraná, em Paranaguá, Sandro Pereira, o grupo completa mais este aniversário na expectativa da regulamentação da corporação seguindo o que determina a  nova Lei dos Portos, implantada pelo governo federal, lançada pela Secretaria Especial de Portos e discutida em todo o Brasil.

A Guarda Portuária em Paranaguá tem 106 guardas, sendo 101 guardas e 5 inspetores.

Em entrevista ao repórter Larry Cesar, da Rádio Difusora de Paranaguá, o diretor da Associação, parabenizou todos os integrantes da Guarda pelo desempenho no trabalho realizado na faixa portuária.  “95% das riquezas do Brasil passam pelo Porto de Paranaguá e nós garantimos segurança a todos”, destacou.

Parabéns à Guarda Portuária de Paranaguá!

Crianças da Escola Municipal Hugo Corrêa reconhecem o manguezal

Crianças apontam um caranguejo que se esconde nos entulhos despejados no manguezalOs alunos dos 3º, 4º e 5º anos da Escola Municipal Hugo Pereira Corrêa estão indo a campo para verificar como está a “saúde” dos manguezais no entorno de onde vivem e estudam. A atividade faz parte da terceira fase do projeto de Educação Ambiental que a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) iniciou junto à escola em julho.

 O primeiro momento do projeto foi saber das quase 270 crianças, de um total de nove turmas, o que elas sabiam e enxergavam do mangue local. “Depois de colher a percepção dos alunos, iniciamos a segunda fase com palestras para passarmos informações relevantes para construirmos esse novo conteúdo, tão presente na realidade deles, mas que nem sempre é visto com a atenção que merece. Com esse conteúdo, saímos a campo”, conta a coordenadora da Educação Ambiental da Appa, Alethéa Patrícia Ferreira.

Menina aponta a vegetação que reconhece das informações que recebeu antes da atividade, pela equipe da Appa No manguezal, na região do rio Emboguaçu e do Porto dos Padres, as crianças estão reconhecendo a área. Com uma ficha, como pesquisadores, eles constatam as condições climáticas (inclusive a temperatura), a presença de animais e plantas e verificam se conseguem enxergar algum problema como lixo, esgoto, casas sobre o manguezal.

 “A ideia é que eles não apenas vejam os problemas, mas que construamos, juntos, possíveis soluções. Uma das turmas que levamos a campo, no início da semana, por exemplo, propôs que cada casa no local seja visitada, uma a uma, e que seja explicado para as pessoas que não se pode jogar lixo neste ambiente e que tem que cuidar. Esta ação já vamos fazer, a partir de outubro”, afirma Alethéa.

Tripulante de navio morre em Paranaguá

Porto_de_Paranagua__Fotos_de_Ivan_BuenoMalária provocou a morte, mas havia comentários de que poderia ser ebola. Anvisa diz que em nenhum momento tratou o caso como suspeita de ebola.

A Anvisa foi notificada do falecimento de um dos tripulantes do navio M/V Baltic Panther nesta quinta-feira, 04, que veio da Costa do Marfim.

O tripulante apresentou desconforto e dores abdominais. Em razão disso, foi transferido para a UTI hospitalar. O quadro clínico evoluiu para parada cardíaca e hemorragia cerebral. Os laudos iniciais revelam que o óbito se deu em decorrência de malária.

Em  nota  a  Anvisa  destacou  que, em nenhum momento, este caso foi tratado como suspeita de ebola  desmentindo  boatos  e  especulações  criadas  desde  o  início  da  semana.

Estratégias para evitar ebola em Paranaguá estão traçadas

5.1-IMG_3932A Administração dos Portos do Paraná se prepara para organizar um exercício simulado de atendimento de emergência no caso de suspeita de infecção pelo vírus Ebola na área portuária. O treinamento prático será realizado junto com a Secretaria Municipal de Saúde, 1ª Regional de Saúde da Secretaria de Estado e Anvisa.

O plano define um protocolo a ser seguido em caso de suspeitas da doença

Plano

O agente marítimo é o primeiro contato com a embarcação (que apenas está liberada para atracar e operar depois de vistoriada e autorizada, pelo documento de livre prática, pela Anvisa).

Em caso de uma situação de risco, o protocolo a ser seguido é avisar imediatamente a Agência Nacional que aciona o Samu que, por sua vez, assume a remoção do doente (tripulante, no navio ou no cais) e deve encaminhá-lo – primeiro por lancha, se o navio estiver fundeado ou ao largo – e depois em ambulância até o Hospital Regional do Litoral.

 

“Esse caminho deve ser bem reparado. Por isso a importância de se fazer o simulado. Vamos criar um grupo com a Appa, a Saúde (no município e no Estado, através da Regional), a Anvisa, a equipe do Samu e do Hospital Regional para operacionalizar isso e deixar todo esse trajeto bem preparado. Com o exercício prévio à emergência fica possível de se detectar falhas e corrigi-las a tempo”, afirma a Secretária Municipal de Saúde, Terezinha Flenik Kersten.

Riscos

Como apresentou na reunião o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, apesar do alerta que vem sendo feito em relação aos riscos da entrada do vírus pelos portos brasileiros, em Paranaguá esse risco é pequeno.

Segundo ele, de janeiro a julho, foram atracados 1.405 navios trazendo quase 28 mil tripulantes. De acordo com as origens, entre esses navios, apenas quatro embarcações foram provenientes de países como Serra Leoa, Nigéria e Libéria – ou seja, da área crítica.

PRECAUÇÕES PARA QUEM TEM ACESSO ÀS EMBARCAÇÕES

  1. Cuidados com contato direto com aqueles em zona de risco (aperto de mão, abraços, etc);
  2. Evitar o uso de materiais de uso comum (copos, talheres, pratos, toalhas, etc);
  3. Em caso de sinal suspeito (embarcados passando mal ou com sintomas suspeitos) informar às autoridades o mais rápido possível e evitar ao máximo o contato de casos suspeitos com outras pessoas.

O QUE NÃO FAZER EM CASO DE SUSPEITA

Não encaminhar casos suspeitos ao ambulatório da Appa;

Não utilizar a ambulância da Appa/OGMO (ou outra que não seja do Samu);

Não encaminhar o caso aos postos de saúde;

Não encaminhar a clínicas privadas;

COMO A APPA VAI PROCEDER

Cabe a APPA – Na existência de casos identificados pela ANVISA:

Informar ao Vigiagro, Receita Federal, Polícia Federal, SEP e CPPR;

  • Suspender a operação e garantir o isolamento da área onde o navio está atracado;
  • Ofertar uma área para quarentena do navio;
  • Informar as equipes de solo responsáveis pela limpeza e remoção de resíduos dos navios;

Além disso, a Appa vai disponibilizar aos trabalhadores EPIs especiais como Mascaras N-95, Proteção facial, Jaleco de mangas compridas, Luvas e aventais impermeáveis.