Multitrans é o primeiro terminal de Paranaguá a ter balança de 30 metros

Novo equipamento garante agilidade no transporte de fertilizantes

5.1- rodotremA Multitrans está investindo em um novo equipamento. Com o início de utilização a empresa deve ser o primeiro terminal a ter uma balança para pesar caminhões de 30 metros.

Na foto percebe-se bem a diferença de tamanho das duas balanças

Na foto percebe-se bem a diferença de tamanho das duas balanças

O investimento na balança soma-se à frota de, aproximadamente, 50 caminhões rodotrens, , que a empresa adquiriu ao longo dos últimos anos. Este tipo de caminhão tem entre 25 a 30 metros, com nove eixos. São grandes veículos e, segundo informações extra-oficiais, não há outro terminal em Paranaguá que tenha uma balança capaz de suportar este tamanho. “Estamos investindo para tornar o nosso terminal mais competitivo e, assim, também tornar o Porto de Paranaguá mais competitivo também”, destacou o presidente da empresa, José Humberto Ramos.

Diretor-presidente da Multitrans, José Roberto Ramos

Diretor-presidente da Multitrans, José Roberto Ramos

Toda a carga passa pela balança e a implantação deste novo equipamento agiliza o processo. Para se ter uma ideia, um caminhão vazio precisa de uma hora para ser pesado. Com esta balança, o tempo fica em toro de 15 a 20 minutos.
A empresa Multitrans tem mais de 200 caminhões, usados especificamente, para transporte de fertilizantes. Com a demanda e a necessidade de agilizar o transporte do produto, a compra de caminhões de maior porte foi apresentada como a melhor solução.
De acordo com a gerente administrativa da empresa, Cristiane Belmont, a balança deve entrar em operação nesta semana.

Oitenta e sete navios esperam para atracar no Porto de Paranaguá

navio (1)O Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná, está com uma fila de 87 navios graneleiros aguardando no corredor de exportação para atracar nesta quarta-feira (26). A situação acontece devido à chuva, já que as operações com grão não funcionam com o tempo chuvoso. A chuva e a alta umidade do ar atrapalham o processo, deixando os seis berços destinados a grãos – soja, milho e farelo – parados.

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) informou que as operações de grão estão praticamente paralisadas desde o dia 15 de junho, quando começou o registro de chuva na região.

Em dias sem chuva, a média de navios graneleiros esperando para atracar é de 50 a 60 navios, de acordo com a Appa. Com o tempo bom, um navio leva de três a quatro dias para ser carregado com 60 toneladas de carga. Nos dias chuvosos, leva-se o dobro do tempo, ainda conforme a Appa.

As operações com os navios de fertilizantes também são prejudicadas com a chuva. Até a tarde desta quarta-feira, 22 navios de fertilizantes aguardavam para atracar no Porto deParanaguá.

Paranaguá perdeu empresa italiana por falta de terreno

Questões ambientais continuam sendo entraves para desenvolvimento das atividades portuárias. A dragagem, por exemplo, ainda depende de autorização do IBAMA para começar

Porto-ParanaguáParanaguá perdeu a oportunidade de ter instalada uma empresa italiana que faz cintas de aço utilizadas em pontes estaiadas. E perdeu pela falta de terreno.
A informação foi dada pelo deputado estadual, Alceu Maron Filho, durante reunião de diretoria da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (Aciap). Em contato com o secretário de Estado de Indústria e Comércio, Ricardo Barros, ele tomou conhecimento da intenção de investimento de uma empresa italiana, justamente, porque o material usado para fazer as cintas, chegariam pelo Porto de Paranaguá e por isso os italianos estavam interessados em instalar uma empresa na cidade.
A reclamação foi a falta de área, pois quem tem área, muitas vezes opta por investimento em estruturas de armazenagem que é mais barato e também é lucrativo.
O grupo italiano esteve no final de maio em Paranaguá avaliando as oportunidades e a viabilidade logística de estabelecer negócios no Estado. Os empresários italianos que visitaram o Porto de Paranaguá são de áreas como infraestrutura, grandes equipamentos, certificação e tecnologia portuária.
Mesmo com a diretoria portuária mostrando o potencial de investimentos, a instalação da empresa também teria esbarrado nas questões ambientais.

Nó do desenvolvimento
Na ocasião, o diretor da Câmara Setorial da Aciap, Juarez Morais e Silva, destacou que as questões ambientais continuam sendo um entrave para o desenvolvimento. Disse que a diferença do Paraná para outros Estados é grande e, prejudicial, para o próprio Porto de Paranaguá.
“O nó do desenvolvimento só tem uma variável e é a ambiental”, resumiu.
Diretores da entidade concordaram que o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) precisa ser fortalecido para que os licenciamentos possam ser acelerados.
Juarez lembrou que a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina divulga que tem 20 projetos e que esses 20 projetos precisarão de licenciamento. Caso o trabalho continue no ritmo atual, a demora na execução de cada projeto será enorme e prejudicial ao aumento da competitividade do Porto de Paranaguá.
“A dragagem do porto está parada porque o IBAMA não autoriza e daqui a pouco vai ter gente dizendo que o canal já está assoreado porque tem alguns meses que a dragagem (emergencial) terminou e o processo de assoreamento é agressivo e não temos essa autorização”, desabafou Silva.
Ele sugeriu a criação de uma força tarefa do governo do Estado em convênios com universidades para que se encontrem soluções, pois a liberação de um licenciamento, atualmente, sai de 2 a 5 anos, quando sai.
A comunidade portuária aguarda a movimentação política e técnica para que situações como essa possam ser resolvidas.

Balsa afunda no Porto de Paranaguá

normal_imageUma balsa utilizada nas obras de ampliação do Terminal de Contêineres do Porto de Paranaguá afundou na madrugada deste sábado, após ser atingida por ondas causadas por uma rajada de ventos de 80 quilômetros por hora. Segundo a administração do terminal, o tanque do guindaste e outros motores da balsa tinham cerca de 1,2 mil litros de óleo, mas não há risco de vazamento.

“Equipes de emergência foram acionadas imediatamente, barreiras de contenção foram colocadas no mar, nas imediações do acidente, para prevenir possíveis vazamentos de óleo. Mergulhadores foram contratados e já fizeram a análise da situação debaixo d’água e afirmaram não haver risco de vazamento”, informou, em nota.

Segundo a administração do terminal, as ações ocorrerão agora em duas etapas: a retirada do óleo que está nos equipamentos e o resgate da balsa e do guindaste do mar. Não há prejuízo na navegação e as obras de ampliação do terminal seguem normalmente.

Resultados do monitoramento da pesca chegam à comunidade litorânea

normal_IMG_5760Lideranças de comunidades pesqueiras de diferentes localidades do Litoral tiveram acesso, nesta quinta-feira (20), às conclusões do relatório de levantamento da pesca realizado pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). A pesquisa vem sendo realizada desde antes e durante o período da dragagem de manutenção do canal de acesso aos portos paranaenses. Além de receberem os dados, os pescadores puderam debatê-los com representantes do Porto, do órgão ambiental do Estado e da empresa responsável pelo monitoramento.

Os resultados foram apresentados aos pescadores pela representante da DTA Engenharia, empresa responsável pela dragagem, a bióloga Lígia Módolo Pinto. Sobre o monitoramento da pesca, ela mostrou que, em Paranaguá, foram analisados 1.062 desembarques, em quatro meses. A maior quantidade foi na Vila Guarani, na Ilha do Teixeira e Valadares. Os principais produtos da pesca eram ostra, siri e caranguejos.

normal_IMG_5763 Além da pesca, foram apresentados os resultados dos monitoramentos da água, dos sedimentos, da biota aquática, da pluma (do descarte do material dragado) e do volume dragagado. Todos positivos, dentro dos parâmetros exigidos pelos órgãos ambientais.

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Uma elefante marinha no Porto de Paranaguá

Nesta quarta-feira (13), o Porto de Paranaguá recebeu uma visita inesperada. Atrás de alimentação, um elefante marinho do sul (fêmea) acabou parando no cais.

O animal chamou a atenção de todos os trabalhadores da faixa portuária. Assim que a presença do mamífero foi percebida, o Batalhão de Polícia Ambiental do Paraná (a Força Verde) foi acionada.

Esta, por sua vez, comunicou ao Centro de Estudos do Mar, de Pontal do Paraná. Segundo a coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC), Dra. Camila Domit, a elefante (da espécie Mirounga leonina) está aparentemente bem.

Especialista em mamíferos marinhos, Camila explica que esse animal – que vive em águas geladas da Antártida e que nesse período, de alimentação, é encontrada na região da Patagônia argentina – mede mais de três metros e pesa toneladas.

O animal teria seguido uma corrente e parado aqui para descansar e se alimentar. De acordo com o Núcleo Ambiental da Appa, aqui no porto a água é saudável o que faz com que o animal encontre bastante pescado.

Segundo a especialista, assim que se sentir preparada, a elefante segue viagem. Os alunos do CEM seguem monitorando o animal no Porto de Paranaguá e disponibilizam mais informações aqui no facebook – LEC CEM.

Eles alertam que é preciso que as embarcações (e seus comandantes) tomem cuidado para não se colidirem com o mamífero marinho e que as pessoas que se aproximam do animal devem lembrar que trata-se de uma espécie silvestre.

Fonte: APPA via Facebook

 

Paralisação de trabalhadores interrompe carregamentos nos portos paranaenses

16 navios que estavam atracados nos portos de Paranaguá e Antonina ficaram sem operar das 7 às 13h

Manifesta‹oCerca de 400 trabalhadores portuários avulsos (TPAs) que responderam à chamada do turno das 7h às 13h, no Porto de Paranaguá, cruzaram os braços na manhã desta sexta-feira (22), mesmo com a liminar concedida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) impedindo o movimento. Eles aderiram ao movimento dos trabalhadores portuários de todo o país que decidiu por realizar uma greve geral nos portos do país para demonstrar o descontentamento com a Medida Provisória n. 595/12, editada pelo Governo Federal em dezembro do ano passado. O dado é do Órgão Gestor de Mão de Obra Portuária (Ogmo), mas não leva em conta os caminhoneiros ligados à Cooperativa de Transportes e à Coopadubo, que também aderiram ao movimento.

A paralisação dos trabalhadores impossibilitou a operação dos 16 navios, no período da manhã, que estão atracados no cais dos portos de Paranaguá e Antonina. Somente um navio de granel líquido, que não depende de mão de obra, operou normalmente. Nas demais fainas, os trabalhadores foram requisitados, entraram no Porto, mas não assumiram as funções.

Nos terminais privados, as estruturas de recepção de caminhões e vagões permaneceu normal pela manhã. Somente no recebimento dos granéis do corredor de exportação (parte pública), houve paralisação.

A manifestação dos trabalhadores foi totalmente pacífica e não foram registrados distúrbios ou aglomerações decorrentes do protesto.

A partir das 13 horas, as atividades nos portos paranaenses foram retomadas normalmente.

Sete sindicatos devem aderir à greve no porto

Em Paranaguá, todas as sete categorias sindicais, além da Cooperativa de Transportes e da Coopadubo, devem aderir ao movimento.

_MG_6172Em atendimento à definição da plenária nacional – realizada pelas três federações que congregam os trabalhadores do setorportuário brasileiro – os trabalhadores portuários de todo o país decidiram por realizar uma greve geral nos portos do país. A paralisação será realizada por seis horas nesta sexta-feira (22) e novamente uma nova paralisação, de também seis horas, deverá ocorrer na próxima terça-feira (26).A greve será realizada para demonstrar a insatisfação dos trabalhadores com relação à medida provisória n. 595/12, editada pelo Governo Federal em dezembro do ano passado.

A decisão de paralisação ocorreu antes da instalação da Comissão do Congresso Nacional que irá avaliar as mais de 600 emendas apresentadas por parlamentares de quase todos os partidos, sendo pelo menos 1/3 delas apresentadas por representantes dos trabalhadores.

Em Paranaguá, todas as sete categorias sindicais, além da Cooperativa de Transportes e da Coopadubo, devem aderir ao movimento, decisão esta que certamente irá prejudicar as operações nos Portos do Paraná.

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) está apreensiva com o movimento uma vez que existe uma programação de navios a serem atracados para carregar ou descarregar produtos e, com uma mobilização desta natureza, atrasos e prejuízos serão gerados.

“Num período em que a movimentação de granéis é grande por conta do período de safra, paralisações desta natureza podem gerar diversos problemas e prejuízos. Estamos preocupados com as consequências deste movimento, pois o produtor agrícola esta no momento da colheita da safra e muito precisa da operação portuária. Por outro lado, estamos confiantes que as partes chegarão a um consenso benéfico para o país”, afirmou o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Por outro lado, o superintendente pondera que o movimento grevista pode ser um tanto precipitado, uma vez que nem se começou a discutir as emendas apresentadas. “Os procedimentos para inicio dos trabalhos da comissão começaram na quarta-feira (20) e seria razoável primeiramente analisar a condução dos trabalhos da comissão e, em caso de fortes divergências, se justificaria uma manifestação que não necessariamente precisaria ser a paralisação de um sistema logístico tão importante para o país”, afirma.

A organização do movimento está sendo coordenada pela Federação Nacional dos Portuários, a Federação Nacional dos Conferentes e Descarga, Vigias Portuários, Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios e pela Federação Nacional dos Estivadores.

25 áreas em Paranaguá são anunciadas para arrendamento

Das 25 áreas anunciadas pela SEP para arrendamento em Paranaguá, 11 correspondem a arrendamentos vencidos ou a vencer e 14 de novas áreas

O plano de arrendamento divulgado nesta semana, pelo Governo Federal, prevê a concessão de áreas novas e já existentes no Porto de Paranaguá que permitirão aumentar ainda mais a movimentação de cargas pelo terminal. Das 25 áreas anunciadas pelo governo federal para novas concessões em Paranaguá, 11 correspondem a arrendamentos vencidos ou a vencer e 14 são correspondentes a áreas novas.

Os contratos vencidos são: Bunge (2 contratos), Cargill (3 contratos), Centro Sul, União Vopak e Volkswagen. As demais novas áreas anunciadas seriam destinadas a diferentes finalidades: carga geral, granéis sólidos importação e exportação, veículos, área de apoio náutico e terminal de passageiros.

O cronograma de realização das licitações está em discussão na SEP, sendo que a expectativa é que todos editais sejam publicados até o segundo semestre de 2013.

Os valores de investimento para todos os empreendimentos só poderão ser definidos após a elaboração dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEAs), dos quais a Appa já elaborou 16. Estima-se para todo o conjunto de 159 arrendamentos anunciados pelo Governo Federal, um investimento total da ordem de R$ 16,7 bilhões.

Porto de Paranaguá poderá receber navios de 368 metros de comprimento

normal_InfograficoTamanhoNaviosA Capitania dos Portos do Paraná autorizou que sejam iniciadas manobras experimentais para recebimento de navios de contêineres no Porto de Paranaguá da classe Post-Santa. Trata-se de navios com 368 metros de comprimento e 51 metros de boca. A autorização da Capitania condiciona a realização de dez manobras experimentais com navios deste porte para avaliar conceder a autorização definitiva das manobras dessa classe de navios, em condições normais.

De acordo com o documento da Capitania, a autorização para estes testes só foi possível devido à realização das obras de dragagem dos pontos críticos do canal de acesso.

“Com esta autorização, temos condições de anunciar aos armadores as condições operacionais do Porto e as primeiras manobras deverão acontecer no primeiro semestre 2013. Quando realizada, será a maior embarcação de contêineres a operar em um Porto brasileiro”, afirma Dividino.

Atualmente, o Porto de Paranaguá está autorizado a receber navios de 335 metros de comprimento e 45,2 metros de boca, sem restrição noturna.